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terça-feira, 25 de outubro de 2011

QUEM É O ESPIRITO SANTO?

Há muitos conceitos errôneos sobre a identidade do Espírito Santo. Alguns vêem o Espírito Santo como uma força mística. Outros entendem o Espírito Santo como sendo um poder impessoal que Deus disponibiliza aos seguidores de Cristo. O que diz a Bíblia a respeito da identidade do Espírito Santo? Colocando de forma simples – a Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. A Bíblia também nos diz que o Espírito Santo é uma Pessoa, um Ser com mente, emoções e uma vontade.

O fato do Espírito Santo ser Deus é claramente visto em muitas Escrituras, incluindo Atos 5:3-4. Neste verso Pedro confronta Ananias em por que ele tinha mentido para o Espírito Santo, e a ele diz “não mentiste aos homens, mas a Deus”. É uma declaração clara de que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus. Podemos também saber que o Espírito Santo é Deus porque Ele possui os atributos ou características de Deus. Por exemplo, a onipresença do Espírito Santo é vista em Salmos 139:7-8: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.” Em I Coríntios 2:10 vemos a característica de onisciência do Espírito Santo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.”

Podemos saber que o Espírito Santo é mesmo uma Pessoa porque Ele possui uma mente, emoções e vontade. O Espírito Santo pensa e sabe (I Coríntios 2:10). O Espírito Santo pode se entristecer (Efésios 4:30). O Espírito intercede por nós (Romanos 8:26-27). O Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua vontade (I Coríntios 12:7-11). O Espírito Santo é Deus, a terceira “Pessoa” da Trindade. Como Deus, o Espírito Santo pode verdadeiramente agir como o Confortador e Consolador que Jesus prometeu que ele seria (João 14:16,26; 15:26)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

COMO POSSO SABER QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA MINHA VIDA?

Há duas chaves para se conhecer a vontade de Deus para uma dada situação: (1) Certifique-se de que o que você está pedindo ou pensando em fazer não é algo que a Bíblia proíbe. (2) Certifique-se de que o que você está pedindo ou pensando em fazer irá glorificar a Deus e ajudá-lo a crescer espiritualmente. Se estas duas coisas forem verdade e Deus, ainda assim, não está dando o que você está pedindo – então provavelmente não é da vontade de Deus que você tenha o que está pedindo. Ou, talvez, você somente precise esperar um pouco mais por isso. Conhecer a vontade de Deus é, às vezes, difícil. As pessoas querem que Deus, basicamente, diga a elas o que fazer – onde trabalhar, onde morar, com quem se casar, etc. Romanos 12:2 nos diz: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

Deus raramente dá às pessoas informações assim tão diretas e específicas. Deus permite que façamos escolhas em relação a estas coisas. A única decisão que Deus não quer que tomemos é a decisão de pecar ou resistir à Sua vontade. Deus quer que façamos escolhas que estejam em conformidade com sua vontade. Então, como saber qual a vontade de Deus para você? Se você estiver caminhando junto ao Senhor e verdadeiramente desejar a vontade dEle para sua vida – Deus colocará Sua vontade em seu coração. A chave é desejar a vontade de Deus, não a sua própria. “Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração” (Salmos 37:4). Se a Bíblia não se coloca contra algo, e este algo pode verdadeiramente beneficiá-lo espiritualmente – então a Bíblia dá a você a “permissão” de tomar decisões e seguir seu coração.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

COMO POSSO VENCER O PECADO EM MINHA VIDA CRISTÃ?

A Bíblia fala sobre os seguintes recursos dos quais dispomos para vencermos nossa natureza pecaminosa:

(1) O Espírito Santo – Um dom de Deus a nós (Sua igreja) para sermos vitoriosos em nosso viver cristão é o Espírito Santo. Deus contrasta os feitos da carne com o fruto do Espírito em Gálatas 5:16-25. Nesta passagem somos chamados a andar no Espírito. Todos os crentes já têm o Espírito Santo, mas esta passagem nos diz que precisamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher “gastar a sola do sapato” seguindo as recomendações do Espírito Santo em nossas vidas ao invés de seguirmos a carne.

A diferença que o Espírito Santo pode fazer na vida de um crente é demonstrada na vida de Pedro, que, antes de estar cheio do Espírito Santo, negou a Jesus três vezes, e isto depois de ter declarado que seguiria a Cristo até a morte. Depois de estar cheio do Espírito, ele falou abertamente e fortemente sobre o Salvador aos judeus no Pentecostes.

A pessoa anda no Espírito à medida que procura não “abafar” as recomendações do Espírito
(“extinguindo o Espírito”, como descrito em I Tessalonicenses 5:19), e busca, ao invés disso, estar cheio do Espírito (Efésios 5:18-21). E como alguém fica cheio do Espírito Santo? Primeiro de tudo, é escolha de Deus, assim como era no Velho Testamento. Ele escolhia pessoas e acontecimentos específicos no Velho Testamento, para encher do Espírito indivíduos que ele elegeu para uma missão que ele queria cumprida (Genesis 41:38; Êxodo 31:3; Números 24:2; I Samuel 10:10, etc.). Creio haver prova em Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16 que Deus escolhe encher do Espírito aqueles que se abastecem com a Palavra de Deus, como evidenciado pelo fato de que o resultado de cada transbordamento do Espírito nesses versos é parecido. Assim, isto nos traz a nosso próximo recurso.

(2) A palavra de Deus, a Bíblia – II Timóteo 3:16-17 diz que Deus nos deu Sua Palavra para nos equipar para toda boa obra. Ela nos ensina como viver e no que acreditar, a nós revela quando escolhemos os caminhos errados, nos ajuda a voltarmos ao caminho certo, e nos ajuda a permanecer neste caminho. Como compartilha Hebreus 4:12, é viva e poderosa e capaz de penetrar em nossos corações para arrancar pela raiz o mais difícil dos problemas, aquele que, humanamente falando, não poderíamos vencer. O salmista discorre a respeito de seu poder que transforma vidas em Salmos 119:9,11,105 e outros versos. A Josué foi dito que o segredo de seu sucesso para vencer seus inimigos (uma analogia à nossa batalha espiritual) era não esquecer deste recurso, mas ao invés, meditar nele de dia e de noite para que a ele pudesse obedecer. Isto ele fez, mesmo quando o que Deus ordenou não fez sentido em termos de estratégia militar, e isto foi o segredo de sua vitória em sua batalha pela Terra Prometida.

Este comumente é um recurso que tratamos de maneira trivial. Damos prova disso ao levarmos nossas Bíblias para igreja ou ao lermos uma devocional diária ou um capítulo ao dia, mas falhamos em memorizá-la ou meditar nela, procurando aplicação em nossas vidas, confessando pecados que ela nos revela, louvando a Deus pelos dons que revela que Ele nos tem dado. Freqüentemente nos tornamos ou anoréxicos ou bulímicos quando se trata da Bíblia. Nos alimentamos com o suficiente para manter-nos vivos espiritualmente ao comermos da Palavra somente quando vamos à igreja (mas nunca ingerindo o suficiente para sermos cristãos saudáveis e prósperos) ou nos alimentamos freqüentemente, mas nunca meditando nela tempo suficiente para conseguir dela nutrição espiritual.

Se você não adquiriu o hábito de estudar a Palavra de Deus diariamente de uma forma significativa, e de memorizá-la ao encontrar passagens que o Espírito Santo marca em seu coração, é importante que você comece a habituar-se a fazê-lo. Também sugiro que você comece a escrever um diário (pode ser no computador, se você digita mais rápido que escreve) em um caderno espiral, etc. Crie o hábito de não parar de ler a Palavra de Deus até que tenha escrito algo que o beneficiou. Eu também sempre registro orações a Deus, pedindo a Ele que me ajude a mudar nas áreas que Ele me revelou. A Bíblia é a ferramenta que o Espírito usa em nossas vidas e na vida de outros (Efésios 6:17), uma parte essencial e importante da armadura que Deus nos dá para lutarmos em nossas batalhas espirituais (Efésios 6:12-18)!

(3) Oração – Este é um outro recurso essencial que Deus nos deu. Novamente, é um recurso que os cristãos mencionam mas dão uso muito pobre. Temos encontros de oração, momentos de oração, etc., mas a ela não damos o uso que a igreja primitiva exemplifica (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3, etc.). Paulo repetidas vezes menciona como ele orava por aqueles a quem ministrava. Quando estamos sós, nós também não usamos este grande recurso que a nós está disponível. Mas Deus nos deu promessas maravilhosas a respeito da oração (Mateus 7:7-11; Lucas 18:1-8; João 6:23-27; I João 5:14-15, etc.). E novamente, Paulo inclui aqui sua passagem a respeito da preparação para a batalha espiritual (Efésios 6:18)!

O quão importante é isso? Examinando novamente o caso de Pedro, vemos as palavras de Cristo a ele no Jardim do Getsêmane antes que o negasse. Ali, enquanto Jesus está orando, Pedro está dormindo. Jesus o desperta e diz: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). Assim como Pedro, você quer fazer o que é certo mas não está encontrando forças. Precisamos seguir o alerta de Deus para continuarmos buscando, batendo, pedindo... e Ele nos dará a força de que precisamos (Mateus 7:7). Mas precisamos fazer mais do que simplesmente mencionar este recurso.

Não estou dizendo que a oração é mágica. Ela não é. Deus é tremendo. A oração é simplesmente reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e nos voltarmos a Ele para que nos dê a força de que necessitamos para fazer o que Ele quer que façamos, não o que NÓS queremos fazer (I João 5:14-15).

(4) A Igreja – Este último recurso é novamente um que nós tendemos a ignorar. Quando Jesus enviou Seus discípulos, os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Quando lemos a respeito das viagens missionárias em Atos, eles não saíram um de cada vez, mas em grupos de dois ou mais. Jesus disse que onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome, Ele lá estará no meio deles (Mateus 18:20). Ele nos ordena que não abandonemos nossa congregação como era costume de alguns, mas que usemos este tempo para nos encorajarmos mutuamente em amor e boas obras (Hebreus 10:24-25). Ele nos manda confessar nossas ofensas uns aos outros (Tiago 5:16). Na sabedoria da literatura do Velho Testamento, a nós é dito que assim como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo (Provérbios 27:17). “E o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” O que é numeroso se fortalece. (Eclesiastes 4:11-12).

Algumas pessoas que conheço já viram irmãos ou irmãs em Cristo (se você é do sexo feminino) que se comunicam por telefone ou pessoalmente e compartilham como estão no caminhar cristão, como têm lutado, etc. E se comprometem a orar um pelo outro e são responsáveis em se sustentarem mutuamente na aplicação da Palavra de Deus em seus relacionamentos, etc.

Às vezes a mudança vem rapidamente. Às vezes, em outras áreas, ela vem mais devagar. Mas Deus nos prometeu que conforme fizermos uso de Seus recursos, Ele TRARÁ mudança em nossa vida. Persevere no conhecimento de que Ele é fiel às Suas promessas!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O TEMPLO ( SALOMÃO )

                                                                         O templo


A construção de uma casa permanente para substituir o tabernáculo, ocupou sempre o pensamento de Davi, e, por isso, tratou logo no principio de seu reinado, de armazenar os materiais necessários à realização de seu plano, 2Sm 7; 1Rs 5.3-5; 8.17; 1Cr 22; 28.11 a 29.9.

Ajuntou 100.000 talentos de ouro e 1.000.000 de talentos de prata, para os gastos da casa do Senhor, 1Cr 22.14. Além disso, deu ele de seu bolso 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata; e os príncipes contribuíram com 5.000 talentos de ouro, 10.000 soldos de ouro, e 10.000 talentos de prata, fazendo um total de 108.000 talentos de ouro, 10.000 soldos de ouro e 1.017.000 talentos de prata.

Esta soma equivale a quase 4,9 milhões de dólares, ou quase 2,4 milhões de dólares, se fizermos o cálculo pelo sistema de peso mais reduzido.

Não é para admirar que ele pudesse ajuntar tão grandes riquezas, tomando em conta os despojos das guerras com os reinos vizinhos e os tributos dos países vencidos.
Todo o material amontoado foi posto à disposição do rei Salomão para a construção do templo e ainda sobejou 1Rs 7.51; 2Cr 5.1. Salomão deu principio à obra no quarto ano de seu reinado e completou-a dentro de sete anos e meio, 1Rs 6.1,38.
A aliança de Salomão com Hirão, rei de Tiro, facilitou a aquisição de madeiras do Líbano e de hábeis artífices.
O rei escolheu obreiros em todo o Israel, 30.000 homens, que ele mandava ao Líbano por seu turno, dez mil cada mês, 1Rs 5.13. Havia mais 150.000 entre carregadores e cabouqueiros, 1Rs 5.15; 9.20,21; 2Cr 2.2,17,18. Sobre este número de operários havia 550 inspetores e 3.300 sub-inspetores, 1Rs 5.16; 9.23, dos quais 3.600 eram cananeus e 250 israelitas, 2Cr 2.17; 8.10.
O templo foi levantado sobre o Monte Moriá, no lugar que tinha sido mostrado a Davi seu pai, na eira de Ornã, jebuseu, 2Cr 8.1.
O plano geral obedecia ao mesmo plano do tabernáculo; as dimensões eram em dobro e as ornamentações mais ricas. O interior do edifício media 60 côvados de comprimento e 20 de largura e 30 de altura (1 Côvado, aproximadamente 45 cm).
Neste particular, as proporções não condiziam com as do tabernáculo, 1Rs 6.2. As paredes do templo foram construídas com pedras que já vinham prontas, lavradas e perfeitas.
A coberta era de pranchões de cedro. As paredes da casa pelo interior eram guarnecidas de tábuas de cedro. Todo o Interior era coberto de ouro puríssimo, 1Rs 6.20,22,30; e 2Cr 3.7, e os muros, ornamentados com figuras de querubins, de palmas e de flores.

O santo dos santos media 20 côvados de cada lado com igual altura, 1Rs 6.16,20. O espaço de quase 10 côvados de alto, compreendido entre o teto e a cobertura, servia provavelmente para as câmaras superiores, revestidas de ouro, 1Cr 28.11; 2Cr 3.9.
A arca repousava no santo dos santos, 1Sm 8.6, sob as asas de dois querubins, feitos de pau de oliveira e cobertos de ouro. Cada um deles tinha 10 côvados de alto; o comprimento das asas era de 5 côvados, Isto é, 10 côvados desde a extremidade de uma das asas até a extremidade da outra. Os querubins tinham as suas asas estendidas, e uma asa tocava na parede, e a asa do segundo querubim, tocava na outra parede, e as asas ajuntavam-se no meio do templo. Os querubins estavam em pé e os seus rostos virados para o templo exterior, 1Rs 6.23-28; 2Cr 3. 13.

A divisão entre o santo dos santos e o lugar santo era feita de tábuas de cedro, forradas de ouro de ambos os lados, e tinha duas portas de pau de oliveira, decoradas com palmas, querubins e flores, e também forradas de ouro, 1Rs 6.16,21,31,32; 2Cr 8.14.

O lugar santo, ou santuário tinha 40 côvados de comprimento, 20 de largo, e 30 de alto, com janelas oblíquas, próximas ao teto, para facilitar a ventilação e dar saída à fumaça, 1Rs 6.4. O altar do incenso era feito de cedro e coberto de ouro, 1Rs 6.20,22; 7.48. Pertencia ao santo dos santos, Hb 9.3,4, mas permanecia fora dele, sem dúvida, para que os sacerdotes, que só entravam no santo dos santos uma vez no ano, pudessem diariamente oferecer o incenso.
Havia dez castiçais de ouro e dez mesas. A entrada para o santuário tinha portas de pau de faia, 1Rs 6.33,34. Sobre a parede do templo havia diversos andares com quartos à roda, destinados aos oficiais do templo e à guarda das alfaias, 1Rs 6.5-10.
Havia um pórtico diante do templo, de 20 côvados de comprimento e 10 de largura e 120 de altura, 1Rs 6.3; 2Cr 3.4. Este pórtico tinha duas colunas de bronze, Jaquim e Boaz, cada uma delas com 18 côvados de altura, ricamente ornamentadas, 1Rs 7.15-22; 2Cr 3.15-17.
O templo tinha dois átrios, o átrio dos sacerdotes e o grande átrio, 2Rs 23.12; 2Cr 4.9; Jr 36.10, separados entre si, tanto por diferença de nível, como por um pequeno muro, formado de três ordens de pedras cortadas e de uma ordem de cedro, 1Rs 6.36; 7.12. No átrio dos sacerdotes, havia um altar de bronze para os sacrifícios, 1Rs 8.64; 2Rs 16.14; 2Cr 15.8, quatro vezes maior do que o que havia no tabernáculo, e um mar de bronze, 1Rs 7.23-39. O mar de bronze destinava-se à purificação dos sacerdotes (eles lavavam as mãos e os pés, antes de irem para o altar e de entrarem no santuário); as bacias serviam para receber a farinha e o azeite e também o sangue dos sacrifícios, era feita de ouro, prata ou cobre.
O átrio exterior, ou grande átrio destinava-se ao povo de Israel, 1Rs 8.14, cujo pavimento era lajeado de pedra, cercado por um muro com porta lado a lado.

Os babilônios saquearam e reduziram a cinzas este templo, quando tomaram Jerusalém no ano 587 aC, 2Rs 25.8-17.

sábado, 8 de outubro de 2011

O QUE DIZ A BIBLIA SOBRE OS PAIS CRISTÂOS?

O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (versos 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a idéia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

DEUS SE IMPORTA COM VOCÊ, ISSO COM VOCÊ!

"O que a Bíblia diz sobre preocupação?" Resposta: A Bíblia ensina claramente que os Cristãos devem evitar se preocupar. Filipenses 4:6 diz: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.” Nesta passagem, aprendemos que devemos entregar a Deus todas as nossas necessidades e preocupações, ao invés de deixar que fiquem remoendo em nossas mentes. Jesus também ensina os crentes a não se preocuparem. Ele nos diz que não devemos andar ansiosos com nossas necessidades físicas, como roupa e comida. Jesus nos garante que Nosso Pai Celestial vai cuidar de nossas necessidades (Mateus 6:25-34). Portanto, não temos que nos preocupar com nada. Já que preocupação não deve fazer parte da vida de um Cristão, como então podemos superá-la? Em 1 Pedro 5:7, somos instruídos: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." Deus não quer que carreguemos sobre nossas costas o peso de nossos problemas e aflições. Nessa passagem, Deus está nos dizendo que devemos dar a Ele todas os nossos problemas e preocupações. Por que Deus quer carregar nossos problemas? A Bíblia diz que ele se importa com você. Isso mesmo, com VOCÊ! Deus se preocupa com tudo que acontece na sua vida. Nada é muito grande ou pequeno para ter Sua atenção. Quando damos a Ele nossos problemas, Ele promete nos dar paz que transcende todo entendimento (Filipenses 4:7). Claro que para as pessoas que não conhecem o Salvador, preocupação e ansiedade vão fazer parte de suas vidas. Mas para aqueles que entregaram suas vidas a Ele, Jesus prometeu: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mateus 11:28-30).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

NÃO TE DEIXAREI, NEM TE DESAMPARAREI.

Certo dia um homem acorda bem cêdo e olha para o céu, visualiza o mar e vê que está perfeito para uma pescaria. Logo vai ao quarto de seu filho o acorda e faz o convite para ele, vamos pescar filho? O filho responde com um salto da cama.
Se aprontaram, preparam tudo, se alimentaram e foram pegar o barco para entrar no mar. O barco era desses de remo e pequeno!
O pai pergunta para o filho que tinha sete anos, está tudo certo, vamos partir? O filho ansioso, pois esperava por sua primeira pescaria, respondeu: está tudo aqui pai como o senhor mandou, então vamos!
Os dois entram no barco, o pai pega o remo e segue mar a dentro, pois esse fato aconteceu no litoral de maricá no estado do rio de janeiro.
Os dois conversando, o pai passando experiencia das pescarias que já havia feito, o filho o olhava com um olhar de admiração ouvindo o seu herói esplanar toda a sua habilidade.
Muitas remadas mar a dentro, vendo a praia bem longe, o pai define que: vamos ficar aqui pois é uma área ótima para pegarmos muitos peixes.
O pai e o filho preparam as varas, a linha, os anzóis e as iscas e começam a pescar. O filho logo tem o seu anzol mordescado, se assusta mas vê no olhar do pai toda orientação que precisava, controlava tudo como o pai mandava, e teve o seu primeiro peixe pescado naquela linda manhã.
O tempo foi passando o filho pescando, o pai também tendo sucesso, ficaram distraídos com a euforia de uma grande pescaria entre os dois.
Sabemos que no mar e principalmente no litoral, o mar muda com uma rapidez impressionante! Por esterem distraídos com a pesca não perceberam que o tempo havia virado e que ventava muito.
O pai daquele pequeno garoto olhou para o céu se assustando disse: Filho o tempo está ruim, venta muito e as nuvens estão carregadas, vamos voltara a terra firme para que com essas ondas tão grandes o nosso barco não venha virar.
Como se já soubesse o que havia de acontecer, o barco vira e são os dois lançados no mar revolto. 
O pai tenta com muito esforço desvirar aquele barquinho mas, sabemos que é quase impossível para uma só pessoa fazer esta façanha.
Naquela hora o pai se aproximou do filho e o tranquilizou dizendo: Vamos sair dessa! temos que ter calma!
O pai pensou, colocarei meu filho nas costa e nadarei até a beira da praia, mas percebeu que estava muito longe a cerca de uns 3km de distância, se tentasse com o filho nas costa se cansaria e não conseguiria sair daquela tempestade.  Por mais que fosse um eximio nadador.
O pai se achega ainda mais a seu filho e explica a situação dizendo: Não vou poder te levar nas costa, senão ambos morreremos mas, se eu for só as chances aumentam.
Imagine como esse pai se sentiu ao ser tão duro com seu filho de sete anos, dizendo que o deixaria só no meio do mar em meio a uma tempestade, já imaginou?
Aquele pai disse para seu filho que, iria até a praia mas, voltaria que era para ele boiar olhando para o céu e nunca se virar, mesmo que algo o beliscasse chamando sua atenção para olhar, que era para não olhar, para que ele não afundasse. O pai disse: Entendeu o que eu falei? Não deixe de olhar para o céu nem um segundo se quer. E disse mais ainda, aquele aflito mas corajoso pai, vou buscar ajuda e volto para te salvar, você crê no que eu estou dizendo? Eu creio, pai!
E aquele homem nadou como nunca antes havia, e todas as vezes que o cansaço vinha, as caimbras o maltratava tentando paralisa-lo, pensava em seu filho, e continua cortando as ondas.
Chegando na praia, o pai sai da àgua, logo corre para o posto salva vidas, conta o que lhe sucedeu e, os bombeiros são acionados imediatamente. Chegam botes salva-vidas para o resgate daquele menino.
O pai e os bombeiros entram mar a dentro, sendo guiados pelo pai do menino.
Ao se aproximarem do ponto do naufrágio, o menino escuto o barulho do motor do bote, e sabe que é o pai dele voltando para resgat-lo. Começando a gritar: Pai!Pai!Pai!
O pai imediatamente pede para desligar o motor, pois, havia escutado algo, desligaram o motor, foi silêncio total! E escutaram novamente, Pai!Pai!Pai! O pai grita é ele, vamos lá! 
E aquele pai diz para o filho: Filho não pare de gritar já estamos chegando! E o filho gritava, Pai!Pai!Pai! E o pai dizia, grite ainda já estamos chegando. Pois, conforme o menino gritava eles identificava o local porque tinha uma neblina muito espesso e impedia de enxergar a frente.
E o menino gritava, Pai!Pai!Pai! E o pai dizia: Filho! Já estamos chegando.
Ao se aproximarem do menino, conseguiram resgata-lo, colocaram no barco, o aqueceram e verificaram a saúde. 
A primeira pergunta que fizeram para o menino foi: Você não sentiu medo ficando sozinho e, como você sabia se seu pai voltaria para te salvar? O menino respondeu: Não senti medo algum! E eu sabia que meu pai me salvaria porque, até hoje ele sempre cumpriu com tudo que me prometeu, por isso eu sabia.
O pai desse fato veridico simboliza Deus, o menino somos nós, frageis e indefesos, os salva-vidas são os anjos.
Todas as vezes que você chama Pai, Deus diz: Isso filho continue me chamando, me clamando que eu vou te salvar, vou te resgatar!
Todas as vezes em que você está a deriva neste mar de problemas, Deus envia os seus anjos, e Ele mesmo vem a seu favor para te livrar das dificuldades. Se alguem se levanta contra você no livro de Isaias cap.42 v.14, "Ele vem esbaforido" correndo a seu encontro, para te socorrer.
O Senhor nunca nos deixa só, nunca nos desampara, Ele sempre tem estado conosco mesmo que achamos que não.
No livro de Josué cap.1 v. 5c " Não te deixarei, nem te desampararei" É o que está escrito e é o que se cumpre porque Deus é Fiel Sempre.