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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SE JÁ ESTAMOS NA GRAÇA, POR QUE ESTUDAR O VELHO TESTAMENTO?

A Bíblia é uma revelação progressiva. Se você pular a primeira metade de qualquer livro bom e tentar terminá-lo, você vai ter dificuldade de entender seus personagens, o enredo e o final. Da mesma forma, o Novo Testamento só pode ser completamente entendido quando é visto como o cumprimento dos eventos, personagens, leis, sistema de sacrifício, alianças e promessas do Velho Testamento. Se apenas tivéssemos o Novo Testamento, iríamos ler os evangelhos sem saber por que os judeus estavam esperando pelo Messias (Um Rei Salvador). Sem o Velho Testamento, não entenderíamos por que esse Messias estava vindo (veja Isaías 53), e não poderíamos ter identificado Jesus de Nazaré como o Messias através das várias profecias detalhadas que foram dadas a Seu respeito; por exemplo: Seu lugar de nascimento (Miquéias 5:2); Sua forma de morrer (Salmos 22, principalmente versículos 1,7-8, 14-18; Salmos 69:21, etc.), Sua ressurreição (Salmos 16:10), e muitos outros detalhes de Seu ministério (Isaías 52:19; 9:2, etc.).

Sem o Velho Testamento, não entenderíamos os costumes judaicos que são mencionados no Novo Testamento. Não entenderíamos as distorções que os fariseus tinham feito à lei de Deus por acrescentarem suas tradições. Não entenderíamos por que Jesus estava tão transtornado ao purificar o Templo. Não entenderíamos que podemos usar a mesma sabedoria que Cristo usou em Suas muitas respostas aos Seus adversários (humanos e demoníacos).

Sem o Velho Testamento, nós iríamos deixar de entender várias profecias detalhadas que só podiam se tornar verdade se a Bíblia é a Palavra de Deus, não dos homens (veja os profetas maiores e menores), tais como Daniel 7 e os capítulos seguintes. Essas profecias dão detalhes específicos sobre a ascensão e queda de nações, como iriam cair, se vão ascender de novo, quais poderes seriam os próximos a emergir, quem seriam os principais personagens (Ciro, Alexandre o Grande, etc.), e o que iria acontecer com seus reinos quando morressem. Essas profecias detalhadas são tão exatas que céticos acreditam que só podiam ter sido escritas depois do ocorrido.

O Velho Testamento contém várias lições para nós através das vidas de seus personagens falíveis que possuíam a mesma natureza que possuímos hoje. Ao observar suas vidas, podemos nos encorajar a confiar em Deus não importando a situação (Daniel 13) e a não ceder nas coisas pequenas (Daniel 1), para que possamos ser fiéis depois nas grandes coisas (Daniel 6). Podemos aprender que é melhor confessar nossos pecados com sinceridade logo, ao invés de botar a culpa em outra pessoa (1 Samuel 15). Podemos aprender a não brincar com o pecado, pois o pecado vai nos descobrir e sua mordida é fatal (veja Juízes 13-16). Podemos aprender que precisamos confiar e obedecer a Deus se almejamos experimentar da Sua "terra prometida" ainda nessa vida e do Seu Paraíso na vida futura (Números 13). Aprendemos que se contemplamos o pecado, estamos apenas nos preparando para cometê-lo (Gênesis 3; Josué 6-7). Aprendemos que nosso pecado tem consequências não só para nós mesmos, mas para aqueles ao nosso redor que amamos tanto; assim como o nosso bom comportamento tem recompensa para nós e para os que estão ao nosso redor também (Gênesis 3; Êxodo 20:5-6).

O Velho Testamento também contém grandes quantidades de sabedoria que o Novo Testamento não tem. Muitos desses estão escritos nos livros de Salmos e Provérbios. Esses ensinos de sabedoria revelam como posso ser mais sábio do que meus professores, qual o resultado de vários pecados (é sempre bom poder ver o anzol que a isca está escondendo), e quais realizações o mundo tem a oferecer (nenhuma!). Como posso perceber se sou um tolo (tolo moral, quer dizer)? Como posso acabar afastando pessoas sem ser esse o meu objetivo? Como posso abrir as portas para sucesso duradouro? Como posso achar sentido para minha vida? Novamente, tem tanta coisa nesses livros só esperando ser descoberta por aqueles que realmente querem aprender.

Sem o Velho Testamento não teríamos nenhuma base para nos guardar contra os erros das perversões politicamente corretas da nossa sociedade, na qual evolução é vista como sendo o criador de todas as espécies durante um período de milhões de anos (ao invés de ser o resultado de uma criação especial de Deus em seis dias literais). Nós acreditaríamos na mentira de que casamentos e famílias são estruturas em evolução que devem continuar a mudar com a sociedade (ao invés de serem vistos como um plano de Deus cujo propósito é de criar filhos que O seguem e de proteger aqueles que seriam usados e abusados se não estivessem em tal estrutura – frequentemente mulheres e crianças).

Sem o Velho Testamento, não entenderíamos as promessas que Deus ainda vai cumprir à nação israelita. Como resultado, não veríamos propriamente que o período de Tribulação é um período de sete anos no qual Ele vai estar trabalhando especificamente com a nação de Israel por ter rejeitado Seu primeira vinda, mas que vai recebê-lO na Sua segunda vinda. Não entenderíamos como o reino futuro de Cristo de 1000 anos se encaixa com as promessas aos judeus, nem como os gentios vão fazer parte também. Nem veríamos como o final da Bíblia conecta tudo que estava solto no começo da Bíblia, restaurando o paraíso que Deus originalmente criou esse mundo para ser, no qual teríamos um relacionamento íntimo e pessoal com Deus no Jardim do Éden.

Em resumo, o Velho Testamento é um espelho que permite que nos vejamos nas vidas dos seus personagens e nos ajuda a aprender de forma indireta de suas vidas. Explica tantas coisas sobre quem Deus é, as maravilhas que tem criado e a salvação que tem providenciado. Conforta aqueles que estão passando por perseguição ou problemas (especialmente o livro de Salmos). Revela através de tantas profecias cumpridas por que a Bíblia é um livro tão único entre os outros livros santos – só ela é capaz de demonstrar o que clama ser: a Palavra inspirada de Deus. Revela muita coisa sobre Cristo página após página dos seus manuscritos. Contém tanta sabedoria que vai muito além do que o Novo Testamento cita ou alude. Em resumo, se você ainda não se aventurou profundamente nas suas páginas, você está perdendo muito do que Deus tem disponível para você. Ao ler o Velho Testamento, vai ter muita coisa que você não vai entender de primeira, mas vai ter muito que você vai entender e aprender. À medida que você continua a estudá-lo, pedindo a Deus para lhe ensinar mais, sua escavação vai lhe recompensar com grandes tesouros!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ALEGRIA VERDADEIRA, SÓ NO SENHOR JESUS!

Períodos de tristeza e depressão podem entrar na vida de praticamente todo Cristão devoto. Vemos muitos exemplos disso na Biblia. Jó desejava que nunca tivesse nascido (Jó 3:11). Davi orou para que fosse levado a um lugar onde não tivesse que lidar com a realidade (Salmos 55:6-8). Elias, depois de derrotar 450 profetas de Baal com fogo do céu (1 Reis 18:16-46), fugiu para o deserto e pediu a Deus que tirasse a sua vida (1 Reis 19:3-5).

Como então podemos superar esses períodos de imensa falta de gozo? Podemos ver como essas mesmas pessoas superaram sua depressão. Jó disse que, se orarmos e nos lembrarmos de nossas bençãos, Deus vai restaurar nosso gozo e justiça (Jó 33:26). Davi escreveu que o estudo da Palavra de Deus vai nos trazer gozo (Salmos 19:8). Davi também percebeu que precisava louvar a Deus mesmo no meio de desespero (Salmos 42:5). No caso de Elias, Deus deixou com que descansasse por um tempo para então enviar um homem chamado Eliseu para ajudá-lo (1 Reis 19:19-21). Hoje ainda precisamos de amigos com quem podemos compartilhar nossas feridas e dores (Eclesiastes 4:9-12).Tente compartilhar seus sentimentos com um amigo Cristão que você admira. Você vai ficar surpreso em saber que eles provavelmente já tiveram que passar por algumas das mesmas coisas que você está passando agora.

Mais importante, é certo que meditar em nós mesmos, nossos problemas, nossas dores e principalmente no nosso passado, não vai nunca produzir gozo espiritual verdadeiro. Alegria não é encontrada em materialismo, não é encontrada em psicoterapia, e com certeza nã será encontrada na obsessão com nós mesmos. É encontrada apenas em Cristo. Nós que pertencemos ao Senhor “nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Filipenses 3:3). Conhecer a Cristo é ter uma verdadeira compreensão de nós mesmos e uma percepção espiritual verdadeira em Cristo, tornando impossível com que nos gloriemos em nós mesmos, nossa sabedoria, força, riquezas ou bondade, mas sim – e apenas - em Cristo, Sua sabedoria e força, Sua riqueza e bondade, e em Sua pessoa apenas. Afunde-se completamente na pessoa de Cristo, Sua Palavra, e procure conhecê-lO mais intimamente. Se permanecermos nEle, Ele nos prometeu que nosso gozo será completo (João 15:1-11).

Finalmente, lembre-se que é apenas através do Espírito Santo que podemos encontrar alegria verdadeira (Salmos 51:11-12, Gálatas 5:22, 1 Tessalonicenses 1:6). Não podemos fazer nada longe do poder de Deus (2 Coríntios 12:10, 13:4). Na verdade, o mais que tentamos obter alegria com nossos próprios métodos, o mais miserável nos tornamos. Descanse nos braços de Deus (Mateus 11:28-30) e procure Sua face através de oração e das Escrituras. "E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo" (Romanos 15:13).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O QUE SIGNIFICA QUE DEUS É SANTO, SANTO, SANTO?



A expressão "santo, santo, santo" aparece duas vezes na Bíblia, uma vez no Antigo Testamento (Isaías 6:3) e uma no Novo (Apocalipse 4:8). Em ambos os casos, a frase é falada ou cantada por criaturas celestiais e ambas as vezes ela ocorre na visão de um homem que foi transportado para o trono de Deus: em primeiro lugar pelo profeta Isaías e em seguida pelo apóstolo João. Antes de abordarmos as três repetições da santidade de Deus, é importante compreender exatamente o que ela significa.

A santidade de Deus é a mais difícil de explicar de todos os atributos de Deus, em parte porque é um dos Seus atributos essenciais que não é compartilhado pelo homem. Fomos criados à imagem de Deus e compartilhamos muitos dos seus atributos, obviamente em um grau muito menor –amor, misericórdia, fidelidade, etc. Entretanto, alguns dos atributos de Deus nunca serão compartilhados por seres criados -- onipresença, onisciência, onipotência e santidade. A santidade de Deus é o que o separa e distingue de todos os outros seres. A santidade de Deus é mais do que Sua perfeição ou pureza sem pecado; é a essência de Sua “alteridade” -- Sua transcendência. A santidade de Deus encarna o mistério da Sua grandiosidade e nos faz olhar para Ele com assombro quando começamos a compreender um pouco da Sua majestade.

Isaías foi testemunha de primeira mão da santidade de Deus em Sua visão descrita em Isaías 6. Apesar de Isaías ser um profeta de Deus e um homem justo, sua reação à visão da santidade de Deus foi estar consciente dos seus próprios pecados e desesperar-se por sua vida (Isaías 6:5). Até mesmo os anjos na presença de Deus, aqueles que estavam clamando "Santo, Santo, Santo é o Senhor Todo-Poderoso", cobriram seus rostos e pés com quatro de suas seis asas. Cobrir o rosto e os pés sem dúvida denota a reverência e temor inspirados pela presença imediata de Deus (Êxodo 3:4-5). Os serafins estavam cobertos, como se tentando ocultar-se o tanto quanto possível, em reconhecimento da sua indignidade na presença do Santo. E se o serafim santo e puro exibe tanta reverência na presença do Senhor, quanto maior o respeito que devemos ter, criaturas poluídas e pecaminosas como nós, ao tentarmos aproximarmo-nos dEle! A reverência mostrada a Deus pelos anjos deve nos lembrar de nossa própria presunção quando nos apressamos em Sua presença irreverentemente e impensadamente, como frequentemente fazemos porque não entendemos a Sua santidade.

A visão de João do trono de Deus em Apocalipse 4 foi semelhante à de Isaías. Novamente, havia criaturas viventes ao redor do trono proclamando: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso" (Apocalipse 4:8), em reverência e temor ao Santo. João prossegue descrevendo estas criaturas dando glória, honra e reverência a Deus continuamente em torno do Seu trono. Curiosamente, a reação de João à visão de Deus em Seu trono é diferente da de Isaías. Não há registro de João caindo em terror e consciência do seu próprio estado pecaminoso, talvez porque João já tinha encontrado o Cristo Ressurreto no começo da sua visão (Apocalipse 1:17). Cristo tinha colocado a Sua mão sobre João e dito a ele para não ter medo. Da mesma forma, podemos nos aproximar do trono da graça se tivermos a mão de Cristo sobre nós na forma da sua justiça, a qual foi trocada pelo nosso pecado na cruz (2 Coríntios 5:21).

Então por que repetir três vezes "santo, santo, santo" (o triságio)? A repetição de um nome ou uma expressão três vezes era bastante comum entre os judeus. Em Jeremias 7:4, os judeus são representados pelo profeta como dizendo: "O templo do Senhor" três vezes, expressando sua intensa confiança em sua própria adoração, apesar de ter sido hipócrita e corrupta. Jeremias 22:29, Ezequiel 21:27 e 1 Samuel 18:23 contêm expressões semelhantes em intensidade que foram repetidas três vezes. Portanto, quando os anjos ao redor do trono chamam ou clamam um ao outro: "Santo, santo, santo", eles estão expressando com força e paixão a verdade da santidade suprema de Deus, uma característica essencial que expressa Sua impressionante e majestosa natureza.

Além disso, o triságio expressa a natureza trina de Deus, as três Pessoas da Divindade, cada uma igual em santidade e majestade. Jesus Cristo é o Santo que não sofreria "decadência" no túmulo, mas seria ressuscitado para ser exaltado à mão direita de Deus (Atos 2:26, 13:33-35). Jesus é "o Santo e o Justo" (Atos 3:14) cuja morte na cruz dá-nos acesso ao trono do nosso Deus santo desavergonhadamente. A terceira Pessoa da Trindade - o Espírito Santo - pelo Seu próprio nome denota a importância da santidade na essência da divindade.

Por último, as duas visões de anjos ao redor do trono proclamando: "Santo, santo, santo" indica claramente que Deus é o mesmo em ambos os Testamentos. Muitas vezes enxergamos o Deus do Antigo Testamento como um Deus de ira e o do Novo Testamento como um Deus de amor. Entretanto, Isaías e João apresentam um retrato unificado do nosso Deus santo, majestoso, impressionante e imutável (Malaquias 3:6), o qual é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8) e de onde vem "Toda boa dádiva e todo dom perfeito.... descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes" (Tiago 1:17). A santidade de Deus é eterna, assim como Ele é eterno.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

GNOSTICISMO CRISTÃO, O QUE É?

Na verdade, não existe tal conceito de Gnosticismo Cristão, pois o verdadeiro Cristianismo e o Gnosticismo são sistemas de crença que se excluem mutuamente. Os princípios do Gnosticismo contradizem o que significa ser cristão. Portanto, embora algumas formas de Gnosticismo afirmem ser cristãs, elas são decididamente não-cristãs.

O Gnosticismo talvez fosse a heresia mais perigosa que ameaçava a igreja primitiva durante os primeiros três séculos. Influenciado por filósofos como Platão, o Gnosticismo é baseado em duas premissas falsas. Primeiro, essa teoria sustenta um dualismo em relação ao espírito e à matéria. Os gnósticos acreditam que a matéria seja essencialmente perversa e que o espírito seja bom. Como resultado dessa pressuposição, os gnósticos acreditam que qualquer coisa feita no corpo, até mesmo o pior dos pecados, não tem valor algum porque a vida verdadeira existe no reino espiritual apenas.

Segundo, os gnósticos acreditam que possuem um conhecimento elevado, uma “verdade superior”, conhecida apenas por poucos. O Gnosticismo se origina da palavra grega gnosis, a qual significa “saber”, pois os gnósticos acreditam que possuem um conhecimento mais elevado, não da Bíblia, mas um conhecimento adquirido por algum plano místico e superior de existência. Os gnósticos se enxergam como uma classe privilegiada e mais elevada sobre todas as outras devido ao seu conhecimento superior e mais profundo de Deus.

Para descartar a ideia de qualquer compatibilidade entre o Cristianismo e o Gnosticismo, é necessário comparar o que os dois ensinam sobre as doutrinas principais da fé. Quanto à salvação, o Gnosticismo ensina que salvação é adquirida através da posse de conhecimento divino que liberta o ser das ilusões da escuridão. Apesar de clamarem seguir a Jesus Cristo e Seus ensinamentos originais, eles O contradizem frequentemente. Jesus nada falou sobre salvação através de conhecimento, mas através de fé nEle como Salvador do pecado. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9). Além disso, a salvação que Cristo oferece é de graça e disponível a qualquer um (João 3:16), não apenas a uma certa elite que adquiriu uma revelação especial.

O Cristianismo afirma que há apenas uma fonte de Verdade, e essa é a Bíblia, a inspirada e inerrante Palavra do Deus vivente, a única regra infalível de fé e prática (João 17:17; 2 Timóteo 3:15-17; Hebreus 4:12). Ela é a revelação escrita por Deus aos homens e nunca deve ser substituída pelos pensamentos, ideias, escrituras ou visões humanas. Os gnósticos, por outro lado, usam uma variedade de documentos hereges e primitivos conhecidos como os Evangelhos Gnósticos, uma coleção de farsas que clama ser os “livros perdidos da Bíblia”. Ainda bem que os fundadores da igreja primitiva quase que por unanimidade reconheceram que esses livros eram farsas fraudulentas que sustentavam doutrinas falsas sobre Jesus Cristo, salvação, Deus e todas as outras verdades cruciais da fé Cristã. Há inúmeras contradições entre os Evangelhos Gnósticos e a Bíblia. Mesmo quando os tão chamados “Gnósticos Cristãos” citam a Bíblia, eles reescrevem os versículos e partes dos versículos para concordarem com a sua filosofia; essa é uma prática fortemente proibida, contra a qual as próprias Escrituras nos advertem (Deuteronômio 4:2, 12:32; Provérbios 30:6; Apocalipse 22:18-19).

O Cristianismo e Gnosticismo também diferem drasticamente quanto à Pessoa de Jesus Cristo. Os gnósticos acreditam que o corpo físico de Jesus Cristo não era real, mas apenas “aparentava” ser físico e que o seu espírito descera sobre Ele no seu batismo e o abandonara bem antes de sua crucificação. Tais concepções destroem não só a humanidade de Jesus, mas também a expiação, pois Jesus tinha que ter sido não só Deus verdadeiro, mas também um verdadeiro homem (e fisicamente real) que realmente sofreu e morreu na cruz para que seu sacrifício substitutivo pelo pecado fosse aceitável (Hebreus 2:14-17). Uma concepção bíblica de Jesus afirma tanto a Sua humanidade completa quanto a Sua divindade completa.

O Gnosticismo é relacionado à heresia do movimento Nova Era e é baseado em uma abordagem mística, intuitiva, subjetiva, interior e emocional da verdade. Essa abordagem não é nova, pelo contrário, é bem velha e volta, de certa forma, ao Jardim do Éden, onde Satanás questionou Deus e as palavras que Ele falou, convencendo a Adão e Eva a rejeitá-las e a acreditar em uma mentira. Ele faz a mesma coisa nos dias de hoje, à medida que “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). Ele ainda questiona Deus e a Bíblia e facilmente agarra com suas presas aqueles que são ingênuos e escrituralmente mal informados, ou que estão apenas procurando por alguma forma de revelação pessoal para fazê-los se sentirem especiais, únicos e superiores a outras pessoas. No entanto, revelações extra-bíblicas sempre levam a erro. Devemos seguir o exemplo do Apóstolo Paulo e o seu comando: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21). Fazemos isso ao comparar tudo à Palavra de Deus, a única Verdade.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

COMO LIDAR COM SENTIMENTOS DE CULPA EM RELAÇÃO A PECADOS COMETIDOS, QUER TENHA SIDO ANTES OU DEPOIS DA SALVAÇÃO?

Todo mundo tem pecado, e um dos resultados do pecado é culpa. Podemos ser agradecidos por sentimentos de culpa porque eles nos levam ao arrependimento. No momento em que uma pessoa se vira contra o pecado em direção a Jesus Cristo, seu pecado é perdoado. Arrependimento é parte da fé que leva à salvação (Mateus 3:2; 4:17; Atos 3:19).

Em Cristo, até mesmo os piores pecados são apagados (leia 1 Coríntios 6:9-11 para encontrar uma lista de obras injustas que são perdoadas). Salvação é pela graça, e graça perdoa. Depois que uma pessoa é salva, ela ainda vai pecar. Quando isso acontece, Deus ainda promete perdão. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

Liberdade do pecado, no entanto, nem sempre significa liberdade de sentimentos de culpa.

Mesmo quando nossos pecados são perdoados, ainda nos lembramos deles. Além disso, temos um inimigo espiritual, chamado de “acusador de nossos irmãos” em Apocalipse 12:10, o qual nos lembra de uma forma tão cruel todas as nossas falhas, erros e pecados. Quando um Cristão experimenta de sentimentos de culpa, ele/ela deve fazer o seguinte:

1) Confesse todos os pecados previamente cometidos que ainda não foram confessados e sobre os quais você tem conhecimento. Em alguns casos, sentimentos de culpa são apropriados porque confissão é necessária. Muitas vezes nos sentimos culpados porque somos culpados! (Veja a descrição de Davi de pecado e a sua solução em Salmos 32:3-5).

2) Peça ao Senhor que revele qualquer outro pecado que precisa ser confessado. Tenha a coragem de ser completamente aberto e honesto diante do Senhor. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau” (Salmos 139:23-24a).

3) Confie na promessa de que Deus vai perdoar o pecado e remover a culpa baseado no sangue de Cristo (1 João 1:9; Salmos 85:2; 86:5; Romanos 8:1).

4) Nas ocasiões em que sentimentos de culpa surgem sobre pecados já confessados e abandonados, rejeite esses sentimentos como culpa falsa. O Senhor tem sido fiel à sua promessa de perdoar. Leia e medite em Salmos 103:8-12.

5) Peça ao Senhor para repreender a Satanás, seu acusador, e peça ao Senhor que restaure a alegria que acompanha a liberdade de culpa.

Salmos 32 é um estudo muito proveitoso. Apesar de Davi ter pecado de forma terrível, ele encontrou liberdade dos seus pecados e sentimentos de culpa. Ele lidou com a causa da culpa e a realidade do perdão. Salmos 51 é uma outra passagem muito boa para investigar. A ênfase aqui é a confissão do pecado enquanto Davi implora a Deus com um coração cheio de culpa e sofrimento. Restauração e gozo são os resultados.

Finalmente, se pecado tem sido confessado e arrependimento tem ocorrido, então é certo que o pecado tem sido perdoado e é hora de seguir para a frente. Lembre-se que aquele tem vindo
a Cristo através de fé tem sido transformado em uma nova criatura. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; {criatura; ou criação} as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). Parte das “coisas antigas” que “já passaram” é a lembrança de pecados passados e a culpa que produziam. Triste dizer que muitos Cristãos têm a tendência de ter prazer em recordar as vidas pecaminosas que viviam antes de vir a Cristo, memórias tais que deviam estar mortas e enterradas há muito tempo. Isso não faz nenhum sentido e vai de encontro à vida Cristã vitoriosa que Deus quer que tenhamos. Um antigo provérbio diz: “Se Deus lhe salvou de uma piscina de pecado, não dê um mergulho para dar uma nadada”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O QUE É A ARMADURA DE DEUS?




A frase “toda a armadura de Deus” vem da passagem do Novo Testamento: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:13-17).

Efésios 6:12 indica claramente que o conflito com Satanás é espiritual e, portanto, nenhum arma física pode ser usada efetivamente contra ele e seus demônios. Não temos uma lista de táticas específicas que ele vai usar. No entanto, a passagem é bem clara ao dizer que quando seguimos todas as instruções fielmente, vamos poder resistir ao poder do mal e ter vitória, qualquer que seja a sua ofensa.

A primeira parte de nossa armadura é a verdade (versículo 14). Isso é fácil de entender, já que Satanás é o "pai da mentira" (João 8:44). Decepção é uma das primeiras coisas que Deus considera ser uma abominação. Uma "língua mentirosa" é uma das coisas que “o SENHOR aborrece” (Provérbios 6:16-17). Ele diz claramente que nenhum mentiroso vai entrar no céu (Apocalipse 22:14-15). Somos então exortados a usar a verdade para a nossa própria santificação e libertação e para o bem daqueles a quem somos testemunhas.

No versículo 14 somos encorajados a nos vestir com a couraça da justiça. Uma couraça iria proteger um guerreiro contra um golpe fatal ao coração ou outros órgãos importantes. Essa justiça não é obras de justiça feitas pelos homens – apesar de que elas seriam barreiras de proteção quando usadas contra acusações e censuras do inimigo. Ao invés disso, essa é a justiça de Cristo, imputada por Deus e recebida pela fé, a qual guarda os nossos corações contra as acusações de Satanás e protege o nosso ser interior contra seus ataques.

Versículo 15 fala da preparação dos pés para o conflito espiritual. O soldado moderno, assim como o guerreiro da antiguidade, precisa prestar bastante atenção aos seus pés. Às vezes o inimigo da antiguidade colocava obstáculos perigosos no caminho dos soldados que estavam avançando. Isso é bem parecido com os campos minados de hoje. Doenças também podem danificar os pés de um soldado que não tem seus pés protegidos. A idéia de ter o evangelho da paz como calçado sugere o que precisamos para poder avançar no território de Satanás; precisamos da mensagem da graça, a qual é tão essencial para ganhar almas para Cristo. Satanás tem colocado muitos obstáculos no caminho da propagação do evangelho.

O escudo da fé, ao qual o versículo 16 se refere, torna ineficaz o ataque de Satanás de plantar dúvidas em relação à fidelidade de Deus e Sua Palavra. Nossa fé – da qual Cristo é o autor e consumador (Hebreus 12:2) – é como um escudo de ouro, precioso, sólido e importante. Esse escudo é como um escudo de guerreiros fortes, pelo qual coisas importantes são alcançadas, e pelo qual um crente não só repele, mas também conquista o inimigo.

O capacete da salvação do versículo 17 protege a cabeça e serve para proteger uma parte do
corpo que é tão importante. Podemos dizer que o jeito que pensamos precisa de preservação.
A cabeça de um soldado era uma das partes principais a serem defendidas, pois ela podia sofrer um dos ataques mais mortais, e é a cabeça que comanda todo o corpo. A cabeça é o centro da nossa mente, e quando ela possui a “esperança” certa do Evangelho de vida eterna, não vai receber doutrina falsa, ou deixar-se influenciar pelas tentações de Satanás de desespero. Uma pessoa não salva não tem nenhuma esperança de se proteger dos ataques de falsa doutrina porque sua mente é incapaz de discernir entre verdade e mentira.


Versículo 17 interpreta a si mesmo em relação ao que quer dizer com a espada do Espírito. Enquanto o resto da armadura é em sua natureza armas de defesa, aqui se encontra a única arma de ataque na armadura de Deus. Ela se refere à santidade e poder da Palavra de Deus. Uma arma espiritual maior não existe. Nas tentações de Jesus no deserto, a Palavra de Deus sempre predominou em suas respostas a Satanás. Que benção saber que a mesma Palavra também está disponível a nós!

Orar no Espírito (quer dizer, com a mente de Cristo, com Seu coração e Suas prioridades) como vemos no versículo 18 é o ponto auge do que está envolvido em nos preparar e utilizar todas as armas de Deus anteriormente mencionadas. É significante que essa passagem das Escrituras é tão fiel às prioridades de ministério destacadas por todas as epístolas de Paulo; ele acredita que oração é o elemento mais importante para a vitória e maturidade espirituais. Ele deseja ardentemente esse tipo de oração em sua vida também (versículos 19-20)

sábado, 19 de novembro de 2011

COMO E QUANDO FOI COMPILADO O CÂNONE DA BIBLIA?



O termo “cânone” (ou “cânon”) é usado para descrever os livros que foram divinamente inspirados e, por isso, pertencentes à Bíblia. O aspecto difícil em determinar o cânone bíblico é que a Bíblia não nos dá uma lista dos livros que a ela pertencem. Determinar o cânone foi um processo, primeiro por rabinos judeus e eruditos, e depois, mais tarde, por cristãos primitivos. Certamente foi Deus quem decidiu que livros pertenciam ao cânone bíblico. Um livro ou Escritura pertenceu ao cânone a partir do momento que Deus inspirou sua autoria. É simplesmente uma questão de Deus convencer Seus seguidores humanos de que livros deveriam ser incluídos na Bíblia.

Em comparação ao Novo Testamento, houve pouca polêmica a respeito do cânone do Velho Testamento. Crentes Hebreus reconheceram os mensageiros de Deus e aceitaram o que escreveram como inspirado por Deus. Houve, inegavelmente, algum debate a respeito do cânone do Velho Testamento. Entretanto, por volta de 250 d.C. houve uma concordância quase universal a respeito do cânone das Escrituras Hebraicas. A única pendência foi sobre os Apócrifos... com algum debate e discussão que se estende até hoje. A vasta maioria dos eruditos hebreus consideraram os Apócrifos como bons documentos históricos e religiosos, mas não no mesmo nível das Escrituras Hebraicas.

Para o Novo Testamento, o processo de reconhecimento e compilação começou nos primeiros séculos da igreja cristã. Desde o início, alguns dos livros do Novo Testamento foram sendo reconhecidos. Paulo considerou os escritos de Lucas tão cheios de autoridade quanto o Velho Testamento (I Timóteo 5:18; veja também Deuteronômio 25:4 e Lucas 10:7). Pedro reconheceu os escritos de Paulo como parte das Escrituras (II Pedro 3:15-16). Alguns dos livros do Novo Testamento circulavam entre as igrejas (Colossenses 4:16; I Tessalonicenses 5:27). Clemente de Roma mencionou ao menos oito livros do Novo Testamento (95 d.C.). Inácio de Antioquia reconheceu cerca de sete livros (115 d.C.). Policarpo, um discípulo de João o Apóstolo, reconheceu 15 livros (108 d.C.). Mais tarde, Irineu mencionou 21 livros (185 d.C.). Hipólito reconheceu 22 livros (170-235 d.C.). Os livros do Novo Testamento que provocaram maior polêmica foram Hebreus, Tiago, II Pedro, II João e III João. O primeiro “cânone” foi o Cânon Muratoriano, que foi compilado em 170 d.C. O Cânon Muratoriano incluiu todos os livros do Novo Testamento, exceto Hebreus, Tiago e III João. Em 363 d.C. o Concílio de Laodicéia estabeleceu que somente o Velho Testamento (e os Apócrifos) e os 27 livros do Novo Testamento deveriam ser lidos nas igrejas. O Concílio de Hippo (393 d.C.) e o Concílio de Cartagena (397 d.C.) também afirmaram a autoridade dos mesmos 27 livros.

Os concílios se basearam em algo similar aos seguintes princípios para determinar se um livro do Novo Testamento era realmente inspirado pelo Espírito Santo: 1) O autor foi um apóstolo, ou teve uma estreita ligação com um apóstolo? 2) O livro é aceito pelo Corpo de Cristo como um todo? 3) O conteúdo do livro é de consistência doutrinária e ensino ortodoxo? 4) Este livro contém provas de alta moral e valores espirituais que reflitam a obra do Espírito Santo? Novamente, é crucial recordar que a igreja não determina o cânone. Nenhum concílio primitivo determinou o conteúdo do cânone. Foi Deus, e unicamente Deus quem determinou quais livros pertenciam à Bíblia. Foi simplesmente questão de Deus convencer Seus seguidores a fazer o que Ele já havia decidido. O processo humano de reunir os livros da Bíblia foi imperfeito, mas Deus, em Sua soberania, e apesar de nossa ignorância e teimosia, levou a igreja primitiva ao reconhecimento dos livros que Ele havia inspirado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O QUE SIGNIFICA ORAR SEM CESSAR?

O comando de Paulo em 1 Tessalonicenses 5:17: “Orai sem cessar” pode ser bastante confuso. Obviamente, não pode significar que devemos estar com uma postura de cabeças baixas e olhos fechados o dia todo. Paulo não está se referindo a falar sem parar, mas uma atitude de consciência da presença de Deus e de render a Ele tudo o que fazemos, o tempo todo. Todo momento que estamos acordados deve ser vivido com a consciência de que Deus está conosco e está ativamente envolvido em nossos pensamentos e ações.

Quando nossos pensamentos se voltam à preocupação, medo, desencorajamento e ira, devemos conscientemente e rapidamente tornar todo pensamento em oração e toda oração em ação de graças. Em sua carta aos Filipenses, Paulo nos comanda a não mais sermos ansiosos, mas pelo contrário: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (4:6). Ele ensinou os crentes de Colossos a perseverarem “na oração, vigiando com ações de graças” (Colossenses 4:2). Paulo exortou os crentes da igreja de Éfeso a enxergarem oração como uma arma para ser usada em batalhas espirituais (Efésios 6:18). O famoso pregador do século 19, Charles Spurgeon, descreveu a vida de oração de um Cristão ao dizer: “Como os cavaleiros da antiguidade, sempre em batalha, nem sempre em seus cavalos avançando com suas lanças contra o seu adversário para fazê-lo cair do cavalo, mas sempre usando as armas que podiam alcançar.... Aqueles cavaleiros deprimidos geralmente dormiam em suas armaduras; então, até mesmo quando dormimos, ainda sim devemos estar no espírito de oração, para que se por acaso acordarmos de noite, ainda estaremos com Deus”.

Durante o percorrer do dia, oração deve ser a nossa primeira resposta a toda situação atemorizante, a todo pensamento ansioso, a toda tarefa indesejada que Deus comanda. John MacArthur adverte que a falta de oração vai fazer com que paremos de depender da graça de Deus e passemos a depender de nós mesmos. Orar sem cessar é, em essência, dependência da comunhão com o Pai.

Para os Cristãos, oração é como respiração. Você não tem que pensar para respirar porque a atmosfera exerce pressão nos seus pulmões e o força a respirar. Por isso é mais difícil prender a respiração do que respirar. Semelhantemente, quando nascemos de novo e passamos a fazer parte da família de Deus, entramos em uma atmosfera espiritual onde a presença e graça de Deus exercem pressão, ou influência, nas nossas vidas. Oração é a resposta normal a essa pressão. Como crentes, temos todos entrado na atmosfera divina para respirar o ar da oração. Só então podemos sobreviver na escuridão desse mundo.

Infelizmente, muitos crentes prendem sua respiração espiritual por muito tempo, achando que breve momentos com Deus são suficientes para sobreviverem. No entanto, tanta restrição do influxo espiritual é causada por desejos pecaminosos. O fato é que todo crente deve estar continuamente na presença de Deus e constantemente respirando Suas verdades para serem completamente funcionais.

Porque fazemos parte de uma sociedade livre e próspera, é mais fácil para os Cristãos se sentirem seguros ao presumir – ao invés de depender – da graça de Deus. Muitos crentes ficam satisfeitos com as bençãos físicas e têm pouco desejo por bençãos espirituais. Ao se tornarem tão dependentes dos seus recursos físicos, eles acham que pouco precisam dos recursos espirituais. Quando programas, métodos e dinheiro produzem resultados impressionantes, há uma inclinação para confundir sucesso humano com benção divina. Cristãos podem na verdade se comportar como humanistas, vivendo como se Deus não fosse necessário.Quando isso acontece, desejo ardente por Deus e necessidade de Sua ajuda vão estar faltando, assim como o Seu poder. Por causa desse grande – e comum – perigo, Paulo encorajou os Cristãos a orar “em todo tempo” (Efésios 6:18) e a perseverar na oração (Colossenses 4:2). Oração contínua, persistente e incessante é uma parte fundamental da vida Cristã que tem sua origem na dependência em Deus

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

JUDAÍSMO O QUE É, E EM QUE OS JUDEUS ACREDITAM?

O que é o Judaísmo e quem ou o que é um judeu? É o Judaísmo simplesmente uma religião? É uma identidade cultural ou um grupo étnico? São os judeus uma raça ou uma nação? Em que os judeus acreditam e todos acreditam nas mesmas coisas?

O dicionário define um “judeu” como “um membro da tribo de Judá”, “um israelita”, “um membro de uma nação que existiu na Palestina do sexto século A.C. ao primeiro século D.C.”, “uma pessoa que pertença à continuação do povo judeu, ou através de origem, ou através de conversão” e “um seguidor do Judaísmo”.

De acordo com o Judaísmo rabínico, um judeu ou é aquele cuja mãe é judia, ou alguém que se converteu formalmente ao Judaísmo. Levítico 24:10 é citado frequentemente para dar credibilidade a essa crença, apesar da Torá não clamar essa tradição especificamente. Alguns rabinos dizem que ser um judeu não tem nada a ver com as crenças individuais. Esses rabinos dizem que um judeu não tem que ser um seguidor das leis e costumes judaicos para ser considerado um judeu. Na verdade, é possível que um judeu não tenha nenhuma fé em Deus e ainda seja considerado judeu, de acordo com essa interpretação rabínica.

Outros rabinos deixam claro que a menos que uma pessoa siga os preceitos da Torá e aceite os “Treze Princípios da Fé” de Maimônides (Rabbi Moshe ben Maimon, um dos grandes estudiosos judaicos da era medieval), ele não pode ser um judeu. Embora essa pessoa seja um judeu “biológico”, ela não tem nenhuma conexão verdadeira ao Judaísmo.

Na Torá – os primeiros cinco livros da Bíblia – Gênesis 14:13 nos ensina que Abrão, comumente conhecido como o primeiro judeu, foi descrito como um “hebreu”. O nome “judeu” vem do nome de Judá, um dos doze filhos de Jacó e umas das doze tribos de Israel. Aparentemente o nome “judeu” originalmente se referia apenas àqueles que faziam parte das doze tribos de Judá, mas quando o reino foi dividido (Israel no norte e Judá no sul) depois do reino de Salomão (1 Reis, capítulo 12), esse nome passou a se referir a qualquer um do reino de Judá, o que incluía as tribos de Judá, Benjamim e Levi. Hoje em dia, muitos acreditam que ser um judeu signifique ser um descendente físico de Abraão, Isaque e Jacó, independentemente de qual das doze tribos essa pessoa tenha se originado.

Então, em que os judeus acreditam e quais são os preceitos básicos do Judaísmo? Há cinco formas ou grupos principais do Judaísmo no mundo de hoje. Eles são o Judaísmo Ortodoxo, Conservador, Reformista, Reconstrucionista e Humanista. As crenças e requisitos de cada grupo diferem dramaticamente; no entanto, uma breve lista das crenças tradicionais do Judaísmo inclui o seguinte:

Deus é o criador de tudo que existe; Ele é um, não possui um corpo físico e apenas Ele deve ser louvado como a autoridade absoluta do universo.

Deus revelou os primeiros cinco livros da Bíblia hebraica a Moisés. Eles não serão modificados ou aumentados no futuro.

Deus se comunicou com o povo judaico através dos profetas.

Deus monitora as atividades dos humanos; Ele recompensa individualmente pelas boas obras e pune o mal.

Apesar de os cristãos basearem muito da sua fé nas mesmas Escrituras hebraicas que os judeus, há grandes diferenças em suas crenças: os judeus geralmente consideram ações e comportamento como sendo de grande importância; crenças surgem das ações. Isso muito difere dos Cristãos conservadores, para os quais a crença é de grande importância e ações são um resultado daquela crença.

A crença judaica não aceita o conceito cristão do pecado original (a crença de que todas as pessoas herdaram o pecado de Adão e Eva quando desobedeceram as instruções de Deus no Jardim do Éden).

O Judaísmo afirma a bondade inerente do mundo e do seu povo como criações de Deus.

Os seguidores judeus são capazes de santificar suas vidas e se aproximarem de Deus ao cumprir o Mitzvah (mandamentos divinos).

Nenhum salvador é necessário ou disponível como um intermediário.

As crenças sobre Jesus variam consideravelmente. Alguns o enxergam como um grande professor moral. Outros o veem como um falso profeta ou um ídolo do Cristianismo. Alguns grupos do Judaísmo nem repetem o nome dele devido à proibição de dizer o nome de um ídolo.

Há 613 mandamentos encontrados no livro de Levítico e outros livros que regulam todos os aspectos da vida judaica.

Os Dez Mandamentos, como delineados em Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:6-21, formam um curto resumo da Lei.

O Messias (o ungido de Deus) vai aparecer no futuro e reunir os judeus mais uma vez na terra de Israel. Haverá uma grande ressurreição dos mortos naquele tempo. O Templo de Jerusalém, o qual foi destruído em 70 D.C., vai ser reconstruído.

Os judeus são conhecidos como o povo escolhido de Deus. Isso não significa que devam ser considerados um grupo superior a qualquer outro. Versículos bíblicos como Êxodo 19:5 apenas afirmam que Deus escolheu Israel para receber e estudar a Torá, para louvar a Deus, para descansar no Sábado e para celebrar os festivais. Os judeus não foram escolhidos para serem melhores do que os outros; mas apenas para serem uma luz aos gentios e uma bênção às outras nações.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ISLAMISMO O QUE É, E EM QUE OS MULÇUMANOS ACREDITAM?




O Islamismo é um sistema religioso fundado no início do século 7 por um homem chamado Maomé. Os muçulmanos seguem os ensinamentos do Corão e tentam seguir os Cinco Pilares.

A História do Islamismo
No sétimo século, Maomé clamou ter recebido uma visita do anjo Gabriel. Durante essas visitas do anjo, as quais continuaram por cerca de 23 anos até a morte de Maomé, o anjo aparentemente revelou a Maomé as palavras de Alá (a palavra árabe usada pelos muçulmanos para “Deus”). Essas revelações ditadas formam o que hoje conhecemos de Corão ou Alcorão, o livro sagrado do Islamismo. Islã significa "submissão", derivando de uma raiz que significa "paz". A palavra muçulmano significa "aquele que se submete a Alá".
                                                 A Doutrina do Islã
Os muçulmanos resumem a sua doutrina em seis artigos de fé:

1. Crença em um Deus: os muçulmanos acreditam que Alá seja o único, eterno, criador e soberano;
2. A crença nos anjos;
3. A crença nos profetas: os profetas são os profetas bíblicos, mas termina com Maomé como o último profeta de Alá;
4. A crença nas revelações de Deus: os muçulmanos aceitam certas partes da Bíblia, como a Torá e os Evangelhos. Eles acreditam que o Alcorão seja a perfeita a preexistente palavra de Deus.
5. Crença no último dia de julgamento e na vida futura: todos serão ressuscitados para julgamento no paraíso ou inferno.
6. Crença na predestinação: os muçulmanos acreditam que Alá decretou tudo o que vai acontecer. Os muçulmanos atestam a soberania de Deus com sua frase frequente, inshallah, ou seja, "se Deus quiser".

                                                 Os Cinco Pilares do Islã
Estes cinco princípios compõem o quadro de obediência para os muçulmanos:

1. O testemunho de fé (shahada): "la ilaha illa allah. Muhammad Rasul Allah." Isto significa: "Não há outra divindade senão Alá. Maomé é o mensageiro de Alá." Uma pessoa pode

se converter ao Islamismo apenas por afirmar este credo. A shahada mostra que um muçulmano acredita apenas em Alá como divindade, o qual é revelado por Maomé.
2. As orações (salat): cinco orações precisam ser feitas todos os dias.
3. Pagar dádivas rituais (zakat): esta esmola é uma certa percentagem administrada uma vez por ano.
4. Jejum (sawm): os muçulmanos jejuam durante o Ramadã no nono mês do calendário islâmico. Eles não devem comer ou beber desde o amanhecer até o entardecer.
5. Peregrinação (hajj): se fisicamente e financeiramente possível, um muçulmano deve fazer a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, pelo menos uma vez. O hajj é realizado no décimo segundo mês do calendário islâmico.

A entrada de um muçulmano no paraíso depende da obediência a esses Cinco Pilares. Ainda assim, Deus pode rejeitá-los. Nem mesmo Maomé sabia ao certo se Alá iria admiti-lo ao paraíso (Surata 46:9; Hadith 5,266).
Uma Avaliação do Islamismo
Em relação ao Cristianismo, o Islamismo tem algumas semelhanças, mas também diferenças significantes. Assim como o Cristianismo, o Islamismo é monoteísta. No entanto, os muçulmanos rejeitam o conceito da Trindade – ou seja, que Deus se revelou como um em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
O Islamismo clama que Jesus era apenas um profeta – não o filho de Deus. Os muçulmanos acreditam que Jesus, embora nascido de uma virgem, foi criado como Adão. Muitos muçulmanos não acreditam que Jesus morreu na cruz. Eles não entendem por que Alá permitiria que o Seu profeta Isa (a palavra islâmica para "Jesus") sofresse uma morte torturante. Contudo, a Bíblia mostra como a morte do Filho perfeito de Deus foi fundamental para pagar pelos pecados dos crentes (Isaías 53:5-6, João 3:16, 14:6, 1 Pedro 2:24).
O Islamismo acredita que o Corão seja a autoridade final e a última revelação de Alá. A Bíblia, no entanto, foi finalizada no primeiro século com o livro de Apocalipse. O Senhor nos preveniu contra a adição ou subtração à Palavra de Deus (Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:6, Gálatas 1:6-12, Apocalipse 22:18). O Corão, o qual clama ser uma adição à Palavra de Deus, desobedece diretamente o comando de Deus.
Finalmente, o Islamismo ensina que se pode ganhar o paraíso através de boas obras e obediência aos Cinco Pilares. A Bíblia, pelo contrário, revela que o homem não pode se comparar com um Deus santo (Romanos 3:23; 6:23). Apenas por causa da misericórdia e amor de Deus os pecadores podem ser salvos através da fé em Cristo (Atos 20:21; Efésios 2:8-9).
Devido a estas diferenças e contradições essenciais, o Islamismo e o Cristianismo não podem ser ambos verdadeiros. A Bíblia e o Alcorão não podem ambos ser a Palavra de Deus. A verdade tem consequências eternas.

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 João 4:1-4; ver também João 3:35-36).

domingo, 30 de outubro de 2011

HINDUISMO, O QUE É E EM QUE OS HINDUS ACREDITAM?

O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas – alguns dos seus manuscritos sagrados são de 1400 a 1500 A.C. Também é uma das religiões mais diversas e complexas, possuindo milhões de deuses. Os hindus possuem uma grande variedade de crenças básicas e contêm muitas seitas diferentes. Apesar de ser a terceira maior religião do mundo, o Hinduísmo existe primeiramente na Índia, Nepal e em menor escala em alguns países ao redor.

Os textos principais do Hinduísmo são: Veda (considerado o mais importante), Upanishadas, Mahabharata e o Ramayana. Essas escrituras contêm hinos, encantamentos, filosofias, rituais, poemas, e histórias nas quais os hindus baseiam suas crenças. Outros textos usados pelo Hinduísmo são os Brahmanas, Sutras e os Aranyakas.

Apesar de o Hinduísmo ser conhecido como uma religião politeísta, com cerca de 330 milhões de deuses, também tem um "deus" que é supremo: Brahma. Acredita-se que Brahma seja uma entidade que habita em toda área da realidade e existência, por todo o universo. Acredita-se que Brahma seja um deus impessoal que não pode ser conhecido e que ele existe em três formas separadas: Brahma—Criador; Vishnu—Preservador e Shiva – Destruidor. Essas "facetas" do Brahma são também conhecidas através de muitas encarnações de cada uma. É extremamente difícil descrever a teologia hindu exatamente, já que praticamente todo sistema de teologia é influenciado de uma forma ou outra pelo Hinduísmo. O Hinduísmo pode ser:

1) Monístico – Apenas uma coisa existe; a escola de Sankara
2) Panteísta – Apenas uma coisa divina existe, por isso Deus é idêntico ao mundo; Brahmanismo
3) Panenteísmo – O mundo faz parte de Deus; a escola de Ramanuja
4) Teísta – Apenas um Deus, distinto da Criação; Hinduísmo Bhakti

Ao observar outras escolas do Hinduísmo, alguém pode defender a ideia de que o Hinduísmo seja ateísta, deístico ou até mesmo niilista. Com tanta diversidade sob o título "hindu", é preciso perguntar: o que faz uma religião "hindu" em primeiro lugar? O ponto principal em questão é se um sistema de crença enxerga os Vedas como sagrado ou não. Se sim, então é hindu. Se não, então não é. O assunto mais importante, no entanto, é intangível. Os Vedas são mais do que simples livros de teologia. Eles contêm uma rica e colorida "theo-mitologia", quer dizer, uma mitologia religiosa que deliberadamente se mistura com mitos, teologia e história para atingir uma base em forma de histórias. Essa "theo-mitologia" é tão bem fixada à história e cultura da Índia, que rejeitar os Vedas pode ser encarado como rejeitar a Índia. Portanto, um sistema de crença é rejeitado pelo Hinduísmo se não adotar a cultura indiana de uma forma ou outra. Se aceitar a cultura indiana e sua história theo-lendária, então pode ser enxergado como "hindu", mesmo se sua teologia for teísta, niilista, ateísta ou outra. Essa aceitação simultânea de tantas contradições pode ser uma dor de cabeça para as pessoas ocidentais que tentam achar consistência lógica e defesa racional nas opiniões religiosas do Hinduísmo. No entanto, é bem verdade que Cristãos não são mais lógicos do que os hindus quando clamam uma fé no Yahweh, mas ao mesmo tempo vivem suas vidas como ateus praticantes, negando a Cristo com suas vidas. Para o hindu, o conflito é uma contradição lógica e genuína. Para o Cristão, o conflito é provavelmente uma questão de hipocrisia.

O Hinduísmo também tem uma visão diferente da humanidade. Porque Brahma é tudo, o Hinduísmo acredita que todos são divinos. Atman, ou cada ser, é um com Brahma. Toda realidade fora do Brahma é considerada uma simples ilusão. O objetivo espiritual de um hindu é se tornar um com o Brahma, deixando então de existir em sua forma ilusória de "ser individual". Essa liberdade é conhecida como “moksha”. Até o estado “moksha” ser alcançado, o hindu acredita que essa pessoa vai continuar reencarnando para que possa trabalhar em se tornar a auto-realização da verdade (a verdade de que apenas Brahma existe, nada mais). A forma em que cada pessoa reencarna é determinada pelo Carma, o qual é um princípio de causa e efeito governado pelo equilíbrio da natureza. O que uma pessoa fez no passado afeta e corresponde com o que acontece no futuro, incluindo o passado e futuro de diferentes vidas.

Apesar de esse ser um simples resumo, é fácil ver que o Hinduísmo se opõe ao Cristianismo bíblico em quase todas as áreas do seu sistema de crença. O Cristianismo tem um Deus que é pessoal e conhecível (Deuteronômio 6:5; 1 Coríntios 8:6); um só livro conhecido como as Escrituras; ensina que Deus criou a terra e tudo que nela existe (Gênesis 1:1ff; Hebreus 11:3); acredita que o homem foi criado à imagem de Deus e vive apenas uma vez (Gênesis 1:27; Hebreus 9:27-28) e ensina que a salvação é somente através de Jesus Cristo (João 3:16; 6:44; 14:6; Atos 4:12). O Hinduísmo como um sistema religioso falha porque deixa de reconhecer Jesus como o Deus-homem e Salvador, a única fonte suficiente de salvação para toda a humanidade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O QUE SIGNIFICA ENTRISTECER OU APAGAR O ESPIRITO SANTO?

Quando a palavra "apagar" é usada nas Escrituras, está falando de suprimir fogo. Quando os crentes embraçam o escudo da fé, como parte da armadura de Deus (Efésios 6:16), eles estão suprimindo o poder dos dardos inflamados de Satanás. Cristo descreveu o inferno como um lugar onde o fogo não seria "apagado" (Marcos 9:44, 46, 48). Do mesmo modo, o Espírito Santo é uma chama que habita dentro de cada Cristão. Ele quer Se expressar através de nossas ações e atitudes. Quando os crentes não permitem que o Espírito seja visto através das suas ações, quando fazemos o que é errado, então suprimimos ou “apagamos” o Espírito. Não permitimos que o Espírito Se revele do que jeito que Ele quer.

Para entendermos o que significa "entristecer" o Espírito, precisamos primeiramente entender que isso é uma característica de alguém que tem personalidade. Só uma pessoa pode ser "entristecida"; portanto, o Espírito tem que ser uma pessoa para poder ter tal emoção.
Quando entendemos esse aspecto, podemos entender melhor como Ele é "entristecido", especialmente porque nós também somos entristecidos. Efésios 4:30 nos diz que não devemos
"entristecer" o Espírito. Vamos permanecer naquela passagem para entender o que Paulo estava tentando nos dizer. Podemos "entristecer" o Espírito quando andamos como os gentios (4:17-19), quando nos rendemos à nossa natureza pecaminosa (4:22-24), quando mentimos (4:25), quando nos iramos (4:26-27), quando furtamos (4:28), quando usamos linguagem torpe (4:29), quando temos amargura (4:31), quando não perdoamos (4:32), quando cometemos imoralidade sexual (5:3-5). "Entristecer" o Espírito é agir de uma forma pecaminosa, quer seja em pensamento e ação, ou em pensamento apenas.

Tanto "apagar" quanto "entristecer" o Espírito são parecidos quanto aos seus efeitos; os dois atrapalham os crentes de viverem um estilo de vida que agrade a Deus. Os dois acontecem quando o crente peca contra Deus e segue os seus desejos mundanos. A única estrada correta a ser seguida é a estrada que guia o Cristão para mais perto de Deus e pureza, e mais longe do mundo e do pecado. Assim como não gostamos de ser entristecidos, e assim como não procuramos apagar aquilo que é bom – não devemos entristecer ou apagar o Espírito Santo por nos recusarmos a escutar a Sua liderança.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

QUEM É O ESPIRITO SANTO?

Há muitos conceitos errôneos sobre a identidade do Espírito Santo. Alguns vêem o Espírito Santo como uma força mística. Outros entendem o Espírito Santo como sendo um poder impessoal que Deus disponibiliza aos seguidores de Cristo. O que diz a Bíblia a respeito da identidade do Espírito Santo? Colocando de forma simples – a Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. A Bíblia também nos diz que o Espírito Santo é uma Pessoa, um Ser com mente, emoções e uma vontade.

O fato do Espírito Santo ser Deus é claramente visto em muitas Escrituras, incluindo Atos 5:3-4. Neste verso Pedro confronta Ananias em por que ele tinha mentido para o Espírito Santo, e a ele diz “não mentiste aos homens, mas a Deus”. É uma declaração clara de que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus. Podemos também saber que o Espírito Santo é Deus porque Ele possui os atributos ou características de Deus. Por exemplo, a onipresença do Espírito Santo é vista em Salmos 139:7-8: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.” Em I Coríntios 2:10 vemos a característica de onisciência do Espírito Santo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.”

Podemos saber que o Espírito Santo é mesmo uma Pessoa porque Ele possui uma mente, emoções e vontade. O Espírito Santo pensa e sabe (I Coríntios 2:10). O Espírito Santo pode se entristecer (Efésios 4:30). O Espírito intercede por nós (Romanos 8:26-27). O Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua vontade (I Coríntios 12:7-11). O Espírito Santo é Deus, a terceira “Pessoa” da Trindade. Como Deus, o Espírito Santo pode verdadeiramente agir como o Confortador e Consolador que Jesus prometeu que ele seria (João 14:16,26; 15:26)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

COMO POSSO SABER QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA MINHA VIDA?

Há duas chaves para se conhecer a vontade de Deus para uma dada situação: (1) Certifique-se de que o que você está pedindo ou pensando em fazer não é algo que a Bíblia proíbe. (2) Certifique-se de que o que você está pedindo ou pensando em fazer irá glorificar a Deus e ajudá-lo a crescer espiritualmente. Se estas duas coisas forem verdade e Deus, ainda assim, não está dando o que você está pedindo – então provavelmente não é da vontade de Deus que você tenha o que está pedindo. Ou, talvez, você somente precise esperar um pouco mais por isso. Conhecer a vontade de Deus é, às vezes, difícil. As pessoas querem que Deus, basicamente, diga a elas o que fazer – onde trabalhar, onde morar, com quem se casar, etc. Romanos 12:2 nos diz: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

Deus raramente dá às pessoas informações assim tão diretas e específicas. Deus permite que façamos escolhas em relação a estas coisas. A única decisão que Deus não quer que tomemos é a decisão de pecar ou resistir à Sua vontade. Deus quer que façamos escolhas que estejam em conformidade com sua vontade. Então, como saber qual a vontade de Deus para você? Se você estiver caminhando junto ao Senhor e verdadeiramente desejar a vontade dEle para sua vida – Deus colocará Sua vontade em seu coração. A chave é desejar a vontade de Deus, não a sua própria. “Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração” (Salmos 37:4). Se a Bíblia não se coloca contra algo, e este algo pode verdadeiramente beneficiá-lo espiritualmente – então a Bíblia dá a você a “permissão” de tomar decisões e seguir seu coração.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

COMO POSSO VENCER O PECADO EM MINHA VIDA CRISTÃ?

A Bíblia fala sobre os seguintes recursos dos quais dispomos para vencermos nossa natureza pecaminosa:

(1) O Espírito Santo – Um dom de Deus a nós (Sua igreja) para sermos vitoriosos em nosso viver cristão é o Espírito Santo. Deus contrasta os feitos da carne com o fruto do Espírito em Gálatas 5:16-25. Nesta passagem somos chamados a andar no Espírito. Todos os crentes já têm o Espírito Santo, mas esta passagem nos diz que precisamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher “gastar a sola do sapato” seguindo as recomendações do Espírito Santo em nossas vidas ao invés de seguirmos a carne.

A diferença que o Espírito Santo pode fazer na vida de um crente é demonstrada na vida de Pedro, que, antes de estar cheio do Espírito Santo, negou a Jesus três vezes, e isto depois de ter declarado que seguiria a Cristo até a morte. Depois de estar cheio do Espírito, ele falou abertamente e fortemente sobre o Salvador aos judeus no Pentecostes.

A pessoa anda no Espírito à medida que procura não “abafar” as recomendações do Espírito
(“extinguindo o Espírito”, como descrito em I Tessalonicenses 5:19), e busca, ao invés disso, estar cheio do Espírito (Efésios 5:18-21). E como alguém fica cheio do Espírito Santo? Primeiro de tudo, é escolha de Deus, assim como era no Velho Testamento. Ele escolhia pessoas e acontecimentos específicos no Velho Testamento, para encher do Espírito indivíduos que ele elegeu para uma missão que ele queria cumprida (Genesis 41:38; Êxodo 31:3; Números 24:2; I Samuel 10:10, etc.). Creio haver prova em Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16 que Deus escolhe encher do Espírito aqueles que se abastecem com a Palavra de Deus, como evidenciado pelo fato de que o resultado de cada transbordamento do Espírito nesses versos é parecido. Assim, isto nos traz a nosso próximo recurso.

(2) A palavra de Deus, a Bíblia – II Timóteo 3:16-17 diz que Deus nos deu Sua Palavra para nos equipar para toda boa obra. Ela nos ensina como viver e no que acreditar, a nós revela quando escolhemos os caminhos errados, nos ajuda a voltarmos ao caminho certo, e nos ajuda a permanecer neste caminho. Como compartilha Hebreus 4:12, é viva e poderosa e capaz de penetrar em nossos corações para arrancar pela raiz o mais difícil dos problemas, aquele que, humanamente falando, não poderíamos vencer. O salmista discorre a respeito de seu poder que transforma vidas em Salmos 119:9,11,105 e outros versos. A Josué foi dito que o segredo de seu sucesso para vencer seus inimigos (uma analogia à nossa batalha espiritual) era não esquecer deste recurso, mas ao invés, meditar nele de dia e de noite para que a ele pudesse obedecer. Isto ele fez, mesmo quando o que Deus ordenou não fez sentido em termos de estratégia militar, e isto foi o segredo de sua vitória em sua batalha pela Terra Prometida.

Este comumente é um recurso que tratamos de maneira trivial. Damos prova disso ao levarmos nossas Bíblias para igreja ou ao lermos uma devocional diária ou um capítulo ao dia, mas falhamos em memorizá-la ou meditar nela, procurando aplicação em nossas vidas, confessando pecados que ela nos revela, louvando a Deus pelos dons que revela que Ele nos tem dado. Freqüentemente nos tornamos ou anoréxicos ou bulímicos quando se trata da Bíblia. Nos alimentamos com o suficiente para manter-nos vivos espiritualmente ao comermos da Palavra somente quando vamos à igreja (mas nunca ingerindo o suficiente para sermos cristãos saudáveis e prósperos) ou nos alimentamos freqüentemente, mas nunca meditando nela tempo suficiente para conseguir dela nutrição espiritual.

Se você não adquiriu o hábito de estudar a Palavra de Deus diariamente de uma forma significativa, e de memorizá-la ao encontrar passagens que o Espírito Santo marca em seu coração, é importante que você comece a habituar-se a fazê-lo. Também sugiro que você comece a escrever um diário (pode ser no computador, se você digita mais rápido que escreve) em um caderno espiral, etc. Crie o hábito de não parar de ler a Palavra de Deus até que tenha escrito algo que o beneficiou. Eu também sempre registro orações a Deus, pedindo a Ele que me ajude a mudar nas áreas que Ele me revelou. A Bíblia é a ferramenta que o Espírito usa em nossas vidas e na vida de outros (Efésios 6:17), uma parte essencial e importante da armadura que Deus nos dá para lutarmos em nossas batalhas espirituais (Efésios 6:12-18)!

(3) Oração – Este é um outro recurso essencial que Deus nos deu. Novamente, é um recurso que os cristãos mencionam mas dão uso muito pobre. Temos encontros de oração, momentos de oração, etc., mas a ela não damos o uso que a igreja primitiva exemplifica (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3, etc.). Paulo repetidas vezes menciona como ele orava por aqueles a quem ministrava. Quando estamos sós, nós também não usamos este grande recurso que a nós está disponível. Mas Deus nos deu promessas maravilhosas a respeito da oração (Mateus 7:7-11; Lucas 18:1-8; João 6:23-27; I João 5:14-15, etc.). E novamente, Paulo inclui aqui sua passagem a respeito da preparação para a batalha espiritual (Efésios 6:18)!

O quão importante é isso? Examinando novamente o caso de Pedro, vemos as palavras de Cristo a ele no Jardim do Getsêmane antes que o negasse. Ali, enquanto Jesus está orando, Pedro está dormindo. Jesus o desperta e diz: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). Assim como Pedro, você quer fazer o que é certo mas não está encontrando forças. Precisamos seguir o alerta de Deus para continuarmos buscando, batendo, pedindo... e Ele nos dará a força de que precisamos (Mateus 7:7). Mas precisamos fazer mais do que simplesmente mencionar este recurso.

Não estou dizendo que a oração é mágica. Ela não é. Deus é tremendo. A oração é simplesmente reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e nos voltarmos a Ele para que nos dê a força de que necessitamos para fazer o que Ele quer que façamos, não o que NÓS queremos fazer (I João 5:14-15).

(4) A Igreja – Este último recurso é novamente um que nós tendemos a ignorar. Quando Jesus enviou Seus discípulos, os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Quando lemos a respeito das viagens missionárias em Atos, eles não saíram um de cada vez, mas em grupos de dois ou mais. Jesus disse que onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome, Ele lá estará no meio deles (Mateus 18:20). Ele nos ordena que não abandonemos nossa congregação como era costume de alguns, mas que usemos este tempo para nos encorajarmos mutuamente em amor e boas obras (Hebreus 10:24-25). Ele nos manda confessar nossas ofensas uns aos outros (Tiago 5:16). Na sabedoria da literatura do Velho Testamento, a nós é dito que assim como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo (Provérbios 27:17). “E o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” O que é numeroso se fortalece. (Eclesiastes 4:11-12).

Algumas pessoas que conheço já viram irmãos ou irmãs em Cristo (se você é do sexo feminino) que se comunicam por telefone ou pessoalmente e compartilham como estão no caminhar cristão, como têm lutado, etc. E se comprometem a orar um pelo outro e são responsáveis em se sustentarem mutuamente na aplicação da Palavra de Deus em seus relacionamentos, etc.

Às vezes a mudança vem rapidamente. Às vezes, em outras áreas, ela vem mais devagar. Mas Deus nos prometeu que conforme fizermos uso de Seus recursos, Ele TRARÁ mudança em nossa vida. Persevere no conhecimento de que Ele é fiel às Suas promessas!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O TEMPLO ( SALOMÃO )

                                                                         O templo


A construção de uma casa permanente para substituir o tabernáculo, ocupou sempre o pensamento de Davi, e, por isso, tratou logo no principio de seu reinado, de armazenar os materiais necessários à realização de seu plano, 2Sm 7; 1Rs 5.3-5; 8.17; 1Cr 22; 28.11 a 29.9.

Ajuntou 100.000 talentos de ouro e 1.000.000 de talentos de prata, para os gastos da casa do Senhor, 1Cr 22.14. Além disso, deu ele de seu bolso 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata; e os príncipes contribuíram com 5.000 talentos de ouro, 10.000 soldos de ouro, e 10.000 talentos de prata, fazendo um total de 108.000 talentos de ouro, 10.000 soldos de ouro e 1.017.000 talentos de prata.

Esta soma equivale a quase 4,9 milhões de dólares, ou quase 2,4 milhões de dólares, se fizermos o cálculo pelo sistema de peso mais reduzido.

Não é para admirar que ele pudesse ajuntar tão grandes riquezas, tomando em conta os despojos das guerras com os reinos vizinhos e os tributos dos países vencidos.
Todo o material amontoado foi posto à disposição do rei Salomão para a construção do templo e ainda sobejou 1Rs 7.51; 2Cr 5.1. Salomão deu principio à obra no quarto ano de seu reinado e completou-a dentro de sete anos e meio, 1Rs 6.1,38.
A aliança de Salomão com Hirão, rei de Tiro, facilitou a aquisição de madeiras do Líbano e de hábeis artífices.
O rei escolheu obreiros em todo o Israel, 30.000 homens, que ele mandava ao Líbano por seu turno, dez mil cada mês, 1Rs 5.13. Havia mais 150.000 entre carregadores e cabouqueiros, 1Rs 5.15; 9.20,21; 2Cr 2.2,17,18. Sobre este número de operários havia 550 inspetores e 3.300 sub-inspetores, 1Rs 5.16; 9.23, dos quais 3.600 eram cananeus e 250 israelitas, 2Cr 2.17; 8.10.
O templo foi levantado sobre o Monte Moriá, no lugar que tinha sido mostrado a Davi seu pai, na eira de Ornã, jebuseu, 2Cr 8.1.
O plano geral obedecia ao mesmo plano do tabernáculo; as dimensões eram em dobro e as ornamentações mais ricas. O interior do edifício media 60 côvados de comprimento e 20 de largura e 30 de altura (1 Côvado, aproximadamente 45 cm).
Neste particular, as proporções não condiziam com as do tabernáculo, 1Rs 6.2. As paredes do templo foram construídas com pedras que já vinham prontas, lavradas e perfeitas.
A coberta era de pranchões de cedro. As paredes da casa pelo interior eram guarnecidas de tábuas de cedro. Todo o Interior era coberto de ouro puríssimo, 1Rs 6.20,22,30; e 2Cr 3.7, e os muros, ornamentados com figuras de querubins, de palmas e de flores.

O santo dos santos media 20 côvados de cada lado com igual altura, 1Rs 6.16,20. O espaço de quase 10 côvados de alto, compreendido entre o teto e a cobertura, servia provavelmente para as câmaras superiores, revestidas de ouro, 1Cr 28.11; 2Cr 3.9.
A arca repousava no santo dos santos, 1Sm 8.6, sob as asas de dois querubins, feitos de pau de oliveira e cobertos de ouro. Cada um deles tinha 10 côvados de alto; o comprimento das asas era de 5 côvados, Isto é, 10 côvados desde a extremidade de uma das asas até a extremidade da outra. Os querubins tinham as suas asas estendidas, e uma asa tocava na parede, e a asa do segundo querubim, tocava na outra parede, e as asas ajuntavam-se no meio do templo. Os querubins estavam em pé e os seus rostos virados para o templo exterior, 1Rs 6.23-28; 2Cr 3. 13.

A divisão entre o santo dos santos e o lugar santo era feita de tábuas de cedro, forradas de ouro de ambos os lados, e tinha duas portas de pau de oliveira, decoradas com palmas, querubins e flores, e também forradas de ouro, 1Rs 6.16,21,31,32; 2Cr 8.14.

O lugar santo, ou santuário tinha 40 côvados de comprimento, 20 de largo, e 30 de alto, com janelas oblíquas, próximas ao teto, para facilitar a ventilação e dar saída à fumaça, 1Rs 6.4. O altar do incenso era feito de cedro e coberto de ouro, 1Rs 6.20,22; 7.48. Pertencia ao santo dos santos, Hb 9.3,4, mas permanecia fora dele, sem dúvida, para que os sacerdotes, que só entravam no santo dos santos uma vez no ano, pudessem diariamente oferecer o incenso.
Havia dez castiçais de ouro e dez mesas. A entrada para o santuário tinha portas de pau de faia, 1Rs 6.33,34. Sobre a parede do templo havia diversos andares com quartos à roda, destinados aos oficiais do templo e à guarda das alfaias, 1Rs 6.5-10.
Havia um pórtico diante do templo, de 20 côvados de comprimento e 10 de largura e 120 de altura, 1Rs 6.3; 2Cr 3.4. Este pórtico tinha duas colunas de bronze, Jaquim e Boaz, cada uma delas com 18 côvados de altura, ricamente ornamentadas, 1Rs 7.15-22; 2Cr 3.15-17.
O templo tinha dois átrios, o átrio dos sacerdotes e o grande átrio, 2Rs 23.12; 2Cr 4.9; Jr 36.10, separados entre si, tanto por diferença de nível, como por um pequeno muro, formado de três ordens de pedras cortadas e de uma ordem de cedro, 1Rs 6.36; 7.12. No átrio dos sacerdotes, havia um altar de bronze para os sacrifícios, 1Rs 8.64; 2Rs 16.14; 2Cr 15.8, quatro vezes maior do que o que havia no tabernáculo, e um mar de bronze, 1Rs 7.23-39. O mar de bronze destinava-se à purificação dos sacerdotes (eles lavavam as mãos e os pés, antes de irem para o altar e de entrarem no santuário); as bacias serviam para receber a farinha e o azeite e também o sangue dos sacrifícios, era feita de ouro, prata ou cobre.
O átrio exterior, ou grande átrio destinava-se ao povo de Israel, 1Rs 8.14, cujo pavimento era lajeado de pedra, cercado por um muro com porta lado a lado.

Os babilônios saquearam e reduziram a cinzas este templo, quando tomaram Jerusalém no ano 587 aC, 2Rs 25.8-17.

sábado, 8 de outubro de 2011

O QUE DIZ A BIBLIA SOBRE OS PAIS CRISTÂOS?

O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (versos 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a idéia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

DEUS SE IMPORTA COM VOCÊ, ISSO COM VOCÊ!

"O que a Bíblia diz sobre preocupação?" Resposta: A Bíblia ensina claramente que os Cristãos devem evitar se preocupar. Filipenses 4:6 diz: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.” Nesta passagem, aprendemos que devemos entregar a Deus todas as nossas necessidades e preocupações, ao invés de deixar que fiquem remoendo em nossas mentes. Jesus também ensina os crentes a não se preocuparem. Ele nos diz que não devemos andar ansiosos com nossas necessidades físicas, como roupa e comida. Jesus nos garante que Nosso Pai Celestial vai cuidar de nossas necessidades (Mateus 6:25-34). Portanto, não temos que nos preocupar com nada. Já que preocupação não deve fazer parte da vida de um Cristão, como então podemos superá-la? Em 1 Pedro 5:7, somos instruídos: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." Deus não quer que carreguemos sobre nossas costas o peso de nossos problemas e aflições. Nessa passagem, Deus está nos dizendo que devemos dar a Ele todas os nossos problemas e preocupações. Por que Deus quer carregar nossos problemas? A Bíblia diz que ele se importa com você. Isso mesmo, com VOCÊ! Deus se preocupa com tudo que acontece na sua vida. Nada é muito grande ou pequeno para ter Sua atenção. Quando damos a Ele nossos problemas, Ele promete nos dar paz que transcende todo entendimento (Filipenses 4:7). Claro que para as pessoas que não conhecem o Salvador, preocupação e ansiedade vão fazer parte de suas vidas. Mas para aqueles que entregaram suas vidas a Ele, Jesus prometeu: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mateus 11:28-30).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

NÃO TE DEIXAREI, NEM TE DESAMPARAREI.

Certo dia um homem acorda bem cêdo e olha para o céu, visualiza o mar e vê que está perfeito para uma pescaria. Logo vai ao quarto de seu filho o acorda e faz o convite para ele, vamos pescar filho? O filho responde com um salto da cama.
Se aprontaram, preparam tudo, se alimentaram e foram pegar o barco para entrar no mar. O barco era desses de remo e pequeno!
O pai pergunta para o filho que tinha sete anos, está tudo certo, vamos partir? O filho ansioso, pois esperava por sua primeira pescaria, respondeu: está tudo aqui pai como o senhor mandou, então vamos!
Os dois entram no barco, o pai pega o remo e segue mar a dentro, pois esse fato aconteceu no litoral de maricá no estado do rio de janeiro.
Os dois conversando, o pai passando experiencia das pescarias que já havia feito, o filho o olhava com um olhar de admiração ouvindo o seu herói esplanar toda a sua habilidade.
Muitas remadas mar a dentro, vendo a praia bem longe, o pai define que: vamos ficar aqui pois é uma área ótima para pegarmos muitos peixes.
O pai e o filho preparam as varas, a linha, os anzóis e as iscas e começam a pescar. O filho logo tem o seu anzol mordescado, se assusta mas vê no olhar do pai toda orientação que precisava, controlava tudo como o pai mandava, e teve o seu primeiro peixe pescado naquela linda manhã.
O tempo foi passando o filho pescando, o pai também tendo sucesso, ficaram distraídos com a euforia de uma grande pescaria entre os dois.
Sabemos que no mar e principalmente no litoral, o mar muda com uma rapidez impressionante! Por esterem distraídos com a pesca não perceberam que o tempo havia virado e que ventava muito.
O pai daquele pequeno garoto olhou para o céu se assustando disse: Filho o tempo está ruim, venta muito e as nuvens estão carregadas, vamos voltara a terra firme para que com essas ondas tão grandes o nosso barco não venha virar.
Como se já soubesse o que havia de acontecer, o barco vira e são os dois lançados no mar revolto. 
O pai tenta com muito esforço desvirar aquele barquinho mas, sabemos que é quase impossível para uma só pessoa fazer esta façanha.
Naquela hora o pai se aproximou do filho e o tranquilizou dizendo: Vamos sair dessa! temos que ter calma!
O pai pensou, colocarei meu filho nas costa e nadarei até a beira da praia, mas percebeu que estava muito longe a cerca de uns 3km de distância, se tentasse com o filho nas costa se cansaria e não conseguiria sair daquela tempestade.  Por mais que fosse um eximio nadador.
O pai se achega ainda mais a seu filho e explica a situação dizendo: Não vou poder te levar nas costa, senão ambos morreremos mas, se eu for só as chances aumentam.
Imagine como esse pai se sentiu ao ser tão duro com seu filho de sete anos, dizendo que o deixaria só no meio do mar em meio a uma tempestade, já imaginou?
Aquele pai disse para seu filho que, iria até a praia mas, voltaria que era para ele boiar olhando para o céu e nunca se virar, mesmo que algo o beliscasse chamando sua atenção para olhar, que era para não olhar, para que ele não afundasse. O pai disse: Entendeu o que eu falei? Não deixe de olhar para o céu nem um segundo se quer. E disse mais ainda, aquele aflito mas corajoso pai, vou buscar ajuda e volto para te salvar, você crê no que eu estou dizendo? Eu creio, pai!
E aquele homem nadou como nunca antes havia, e todas as vezes que o cansaço vinha, as caimbras o maltratava tentando paralisa-lo, pensava em seu filho, e continua cortando as ondas.
Chegando na praia, o pai sai da àgua, logo corre para o posto salva vidas, conta o que lhe sucedeu e, os bombeiros são acionados imediatamente. Chegam botes salva-vidas para o resgate daquele menino.
O pai e os bombeiros entram mar a dentro, sendo guiados pelo pai do menino.
Ao se aproximarem do ponto do naufrágio, o menino escuto o barulho do motor do bote, e sabe que é o pai dele voltando para resgat-lo. Começando a gritar: Pai!Pai!Pai!
O pai imediatamente pede para desligar o motor, pois, havia escutado algo, desligaram o motor, foi silêncio total! E escutaram novamente, Pai!Pai!Pai! O pai grita é ele, vamos lá! 
E aquele pai diz para o filho: Filho não pare de gritar já estamos chegando! E o filho gritava, Pai!Pai!Pai! E o pai dizia, grite ainda já estamos chegando. Pois, conforme o menino gritava eles identificava o local porque tinha uma neblina muito espesso e impedia de enxergar a frente.
E o menino gritava, Pai!Pai!Pai! E o pai dizia: Filho! Já estamos chegando.
Ao se aproximarem do menino, conseguiram resgata-lo, colocaram no barco, o aqueceram e verificaram a saúde. 
A primeira pergunta que fizeram para o menino foi: Você não sentiu medo ficando sozinho e, como você sabia se seu pai voltaria para te salvar? O menino respondeu: Não senti medo algum! E eu sabia que meu pai me salvaria porque, até hoje ele sempre cumpriu com tudo que me prometeu, por isso eu sabia.
O pai desse fato veridico simboliza Deus, o menino somos nós, frageis e indefesos, os salva-vidas são os anjos.
Todas as vezes que você chama Pai, Deus diz: Isso filho continue me chamando, me clamando que eu vou te salvar, vou te resgatar!
Todas as vezes em que você está a deriva neste mar de problemas, Deus envia os seus anjos, e Ele mesmo vem a seu favor para te livrar das dificuldades. Se alguem se levanta contra você no livro de Isaias cap.42 v.14, "Ele vem esbaforido" correndo a seu encontro, para te socorrer.
O Senhor nunca nos deixa só, nunca nos desampara, Ele sempre tem estado conosco mesmo que achamos que não.
No livro de Josué cap.1 v. 5c " Não te deixarei, nem te desampararei" É o que está escrito e é o que se cumpre porque Deus é Fiel Sempre.